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domingo, 4 de dezembro de 2011

028) FÍSICA DAS RADIAÇÕES

O ÁTOMO é uma complexa combinação de componentes ainda menores. A bem da simplicidade, se constrói uma configuração esquemática para o átomo, chamado modelo. O modelo que geralmente pode ser usado para representar o átomo, é o sistema solar em miniatura. Essencialmente o átomo consiste de um núcleo (a semelhança do sol) bastante pequeno, com carga elétrica positiva, e onde está a maior parte da massa do átomo. Ao redor desse núcleo está uma configuração de partículas com carga elétrica negativa, denominada elétrons.






O diâmetro do átomo é da ordem de cm, enquanto que o de seu núcleo é cerca de cm. Se um átomo fosse ampliado até atingir a proporção do Empire State Building, os elétrons e seu núcleo se apresentariam como corpos do tamanho de grãos de ervilha.


O núcleo do átomo é formado de 2 componentes básico: Os prótons, que portam carga elétrica positiva, e os nêutrons, que não contêm carga elétrica, sendo portanto neutros. Nêutrons e prótons são chamados conjuntamente de Nucléolos.





Como o átomo é eletricamente neutro, o número de prótons no núcleo é igual ao número de elétrons que giram em torno do núcleo. No âmago do núcleo aparece um tipo de força inteiramente diferente, que mantém juntos prótons e nêutrons. São as chamadas forças nucleares, cuja natureza difere das familiares forças elétrica e gravitacional. O raio de ação das forças nucleares é pequeno (somente atuam dentro do núcleo).





O próton ou o nêutron pesam aproximadamente 2.000 vezes mais que o elétron. Isso justifica a afirmação que praticamente toda a massa do átomo está concentrada em seu núcleo.

O NÚCLEO E SUAS RADIAÇÕES

Uma das primeiras descobertas após a identificação dos elétrons, foi a dos Raios-x por Roentgen em 1895. Essa tem sido considerada a pedra fundamental na estrada que leva a física de nossos dias. 





Roentgen observou a produção de um novo tipo de radiação quando um feixe de elétrons incidia num alvo sólido. Ao investigar suas propriedades, verificou que atravessava substâncias como vidro, papel e madeira, e chamou esses raios de raios-x.

Raios-x produzem ionização dos gases que atravessam, apresentam trajetória retilínea, e não se desviam pela ação de campos elétrico e magnético, não sendo então constituídos por partículas carregadas. Eles sofrem reflexão, refração e difração , sendo isso prova convincente de que consistem de radiação eletromagnética como a luz, porém com comprimento de onda menor. 






Em 1896, o físico francês Henri Becquerel investigou o relacionamento entre raios X e o escurecimento de filmes fotográficos, através de materiais compostos de urânio. Uma parte desse sal de urânio foi colocada numa gaveta com placas fotográficas virgens. Após a remoção dos filmes, becquerel observou que eles tinham sido exposto, embora ainda estivessem embalados em papel a prova de luz. Ele então sugeriu que o urânio emitia uma energia, que após penetrar a camada de papel, ainda era capaz de escurecer as placas fotográficas. Ele se referiu a essa energia como radiação ativa. Em 1898, Marie Curie voltou sua atenção a esse novo fenômeno, e lançou o termo radioatividade para descrever essa forma de energia. Já em 1904, cerca de 20 elementos naturalmente radioativos eram conhecidos. Apesar de muitos pesquisadores terem estado envolvidos no processo de entendimento do fenômeno radioativo, as contribuições mais significativas durante os primeiros 30 anos do século 19 foram feitas por Ernest Rutherford e seus colaboradores.

Esses experimentos descobriram que a radioatividade tem algumas propriedades interessantes: escurece filmes, ioniza gazes, produz cintilação (flashes de luz) em certos materiais, penetra na matéria, mata tecido vivo, libera grande quantidade de energia com pequena perda de massa, e não é afetada por alterações químicas e físicas no material que está emitindo. Esta última característica é de particular importância, já que se a radioatividade é suposta ser originada dentro do átomo, e se ela não é afetada por alterações químicas, então ela não deve ser associada aos elétrons, pois, estes estão envolvidos nas reações químicas. Isso sugere que a radioatividade se origina no núcleo, e que deve ser possível a obtenção de informações sobre ele através de seu estudo. 






A análise da radioatividade começa com uma consideração sobre sua natureza. Ela é uma onda (como a luz) ou uma partícula? Tem carga elétrica ou não tem? A experiência que revela mais completamente a natureza da radioatividade é aquela em que a radiação é dirigida através de um campo elétrico produzido por duas placas paralelas carregadas. O resultado dessa experiência é surpreendente. Um único feixe de radiação é desdobrado em 3 pela ação do campo. A deflexão (desvio) em direção à placa carregada negativamente indica um feixe carregado positivamente , e a direção a placa positiva indica um feixe negativamente carregado. O feixe que não se desvia não tem carga. Desde que a natureza desses 3 feixes não era conhecida naquela época, eles foram simplesmente identificados como raios alfa (carga positiva), raios beta (carga negativa) e raios gama (carga nula).





A importância dessa experiência é que ela revelou que a estrutura dos átomos podia ser alterada, e que alguns átomos encontrados na natureza, especialmente os mais pesados, possuíam núcleos instáveis.

Experiências posteriores revelaram que os raios gama são os mais penetrantes, enquanto os raios alfa são os de menor penetração. A natureza exata de cada um desses 3 tipos de radiação somente foi conhecida muitos anos depois, e o resultado obtido é visualizado abaixo em uma rápida amostra do poder de penetração desses raios.

RADIAÇÃO ALFA
A experiência que confirmou a identidade da partícula alfa, com um núcleo de hélio 2He4 (constituído de 2 prótons e 2 nêutrons) foi realizada por Sir James Dewar em 1908 e repetida por Rutherford e Royds em 1909. Essas 4 partículas estão fortemente ligadas entre si, de forma que a partícula a tem então uma massa igual a 4 vezes a massa do próton (ou 7.000 vezes a massa do elétron), e carrega duas unidades de carga elétrica positiva. A emissão de partículas alfa é o único tipo de decaimento radioativo espontâneo que emite partículas pesadas, excetuando-se a fissão. Isso é verdade tanto para as espécies naturais como para as produzidas artificialmente. Os produtos do decaimento (núcleos filhos) de um núcleo obtidos por emissão de partículas alfa, podem ou não ser radioativos.






RADIAÇÃO BETA 
A emissão de radiação beta é um processo mais comum entre os núcleos leves ou de massa intermediária, que possuem um excesso de nêutrons ou de prótons em relação à estrutura estável correspondente. Radiação beta é o termo usado para descrever elétrons de origem nuclear, carregados negativamente (e-) ou positivamente (e+).






RADIAÇÃO GAMA
A radiação gama pertence a uma classe conhecida como radiação eletromagnética. Este tipo de radiação consiste de quanta ou pacotes de energia transmitidos em forma de um movimento ondulatório. A radiação eletromagnética é uma modalidade de propagação de energia através do espaço, em que não há necessidade de um meio material. Outros membros bem conhecidos dessa classe são: as ondas de rádio, raios-x, e inclusive a luz visível. A diferença essencial entre a radiação gama e a radiação X esta na sua origem. Enquanto os raios gama resultam de mudanças no núcleo, os raios x são emitidos quando os elétrons atômicos sofrem uma mudança de orbital. A radiação eletromagnética pode ser representada como uma dupla vibração que compreende um campo magnético H e um campo elétrico E. Estas duas vibrações estão em fase, tem direções perpendiculares, e se propagam no vácuo com velocidade da luz segundo uma direção perpendicular ao plano.






RADIAÇÃO "X" - Existe duas formas de raios-X, dependendo do tipo de interação entre elétrons e o alvo.




1) RADIAÇÃO DE FREAMENTO
O processo envolve um elétron passando bem próximo a um núcleo do material alvo. A atração entre o elétron carregado negativamente e o núcleo positivo faz com que o elétron seja desviado de sua trajetória perdendo parte de sua energia. Esta energia cinética perdida é emitida na forma de um raios-X, que é conhecido como "bremsstrahlung"("braking radiation") ou radiação de freamento. Dependendo da distância entre a trajetória do elétron incidente e o núcleo, o elétron pode perder parte da ou até toda sua energia. Isto faz com que os raios-X de freamento tenham diferentes energias, desde valores baixos até a energia máxima que é igual a energia cinética do elétron incidente. Por exemplo, um elétron com energia de 70 keV pode produzir um raios-X de freamento com energia entre 0 e 70 keV.


2) RAIOS X CARACTERÍSTICOS
Esse processo envolve uma colisão entre o elétron incidente e um elétron orbital ligado ao átomo no material do alvo. O elétron incidente transfere energia suficiente ao elétron orbital para que seja ejetado de sua órbita, deixando um "buraco". Esta condição instável é imediatamente corrigida com a passagem de um elétron de uma órbita mais externa para este buraco. Esta passagem resulta numa diminuição da energia potencial do elétron, e o excesso de energia é emitido como raios-X. Este processo de "enchimento" pode ocorrer numa única onda eletromagnética emitida ou em transições múltiplas (emissão de vários raios-X de menor energia). Como os níveis de energia dos elétrons são únicos para cada elemento, os raios-X decorrentes deste processo também são únicos e, portanto, característicos de cada elemento (material). Daí o nome de raios-X característico.


RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA (g ou x)
A interação da radiação g ou x com a matéria é marcadamente diferente da que ocorre com partículas carregadas. A penetrabilidade dos raios g ou x é muito maior devido ao seu caráter ondulatório, e sua absorção depende do tipo de interação que provoca.

Há vários processos que caracterizam a interação (absorção ou espalhamento) da radiação g ou x com a matéria. Esses processos dependem essencialmente da energia da radiação, e do meio material que ela atravessa. Os fótons não tem massa propriamente dita (massa de repouso nula) e não transportam carga elétrica, portanto produzem ionização somente indiretamente quando incidem sobre os átomos. Quando o fóton (g ou x) interage com a matéria, sua energia é transferida para esta por uma variedade de mecanismos alternativos, sendo que os 3 ( efeitos secundários) mais importantes são: efeito fotoelétrico, Efeito Compton e Formação de Par.

A) EFEITO FOTOELÉTRICO
O efeito fotoelétrico é caracterizado pela transferência total da energia da radiação gama ou x (que desaparece) a um único elétron orbital, que então é expulso (expelido) do átomo absorvedor (processo de ionização). Nesse efeito, toda a energia do fóton incidente é transferida ao elétron, que então é expelido com energia cinética: T = hv - Be, sendo Be a energia de ligação do elétron ao seu orbital (energia que foi dissipada para desfazer a ligação do elétron ao átomo).






 Este elétron expelido do átomo (denominado fotoelétron, radiação secundária ou ainda emissão corpuscular associada) poderá perder a energia do fóton, produzindo ionização em outros átomos.

A direção de saída do fotoelétron com relação à de incidência do fóton, varia com a energia deste. Assim, para altas energias (acima de 3 MeV), a probabilidade do fotoelétron ser ejetado para frente é bastante grande; para baixas energias (abaixo de 20 keV) a probabilidade de sair para o lado é máxima para q ~ 70°.

O efeito fotoelétrico é predominante em baixas energias e para elementos de elevado número atômico Z. O efeito fotoelétrico decresce rapidamente quando a energia aumenta (outros efeitos começam a se tornar predominantes), e é observado para energias tão baixas quanto a da luz visível.

O efeito fotoelétrico é proporcional a Z5, e por esse motivo deve ser usada blindagem de chumbo para absorção de raios gama ou x de baixas energias.

b) EFEITO COMPTON
Quando a energia da Radiação gama ou x cresce, o espalhamento Compton torna-se mais frequente que o efeito fotoelétrico. No efeito Compton, o foto incidente é espalhado por um elétron periférico, que recebe apenas parcialmente a energia do fóton incidente. O fóton espalhado terá uma energia menor e uma direção diferente da incidente.






Dessa forma, a interação do fóton é descrita como um espalhamento por um elétron livre, inicialmente em repouso. O efeito Compton depende ainda da densidade do elemento (número de elétrons/cm³), e decresce em função da energia dos fótons, porém não tão rapidamente como no efeito fotoelétrico. Este é inversamente proporcional à energia do fóton, e proporcional ao número atômico Z do material absorvedor.
   
c) FORMAÇÃO DE PAR
Uma das formas mais importantes da radiação eletromagnética de alta energia ser absorvida é a produção de par. No entanto, a produção de par ocorre somente quando fótons de energia igual ou superiora 1,02 MeV passam próximos a núcleos de elevado número atômico. Nesse caso, a radiação gama ou x interage com o núcleo e desaparece, dando origem a um par elétron-pósitron.

PRODUÇÃO DE RAIOS X OU RAIOS ROENTGEN
Em Novembro de 1895, Wilhelm Conrad Roentgen, fazendo experiências com raios catódicos (elétrons), notou um brilho em um cartão colocado a pouca distância do tubo. Notou ainda que o brilho persistia mesmo quando a ampola (tubo) era recoberta com papel preto e que a intensidade do brilho aumentava à medida que se aproximava o tubo do cartão. Este cartão possuía em sua superfície uma substância fosforescente (platinocianureto de bário). 






Roentgen atribuiu o aparecimento do brilho a uma radiação que saia da ampola e que também atravessava o papel preto. A esta radiação desconhecida, mas de existência comprovada, Roentgen deu o nome de raios-X, posteriormente conhecido também por raios Roentgen. O segundo passo de Roentgen, cujo resultado foi a visualização dos ossos da mão de sua mulher que serviu de cobaia.


Roentgen fez uma série de observações acerca dos raios-X e concluiu que:

* causam fluorescência em certos sais metálicos;
* enegrecem placas fotográficas;
* são radiações do tipo eletromagnética, pois não sofrem desvio em campos elétricos ou magnéticos;
* são diferentes dos raios catódicos;
* tornam-se "duros" (mais penetrantes) após passarem por absorvedores;
* produzem radiações secundárias em todos os corpos que atravessam;
* propagam-se em linha reta (do ponto focal) para todas as direções;
* transformam gases em condutores elétricos(ionização);
* atravessam o corpo tanto melhor quanto maior for a tensão no tubo (kV).

As maquinas de Raios-X foram planejadas de modo que um grande número de elétrons são produzidos e acelerados para atingirem um anteparo sólido (alvo) com alta energia cinética.

No tubo de raios-X os elétrons obtém alta velocidade pela alta tensão aplicada entre o anodo e o catodo. Um aparelho operando a digamos 70 kV, quase todos os elétrons atingem o alvo com uma energia cinética de 70 keV, correspondendo a uma velocidade de aproximadamente metade da velocidade da luz no vácuo.

Os elétrons que atingem o alvo (anodo) interagem com o mesmo transferindo suas energias cinéticas para os átomos do alvo. Estas interações ocorrem a pequenas profundidades de penetração dentro do alvo. Os elétrons interagem com qualquer elétron orbital ou núcleo dos átomos do anodo. As interações resultam na conversão de energia cinética em energia térmica (calor) e em energia eletromagnética (raios-X).






EFEITOS DA INTERAÇÃO ELÉTRON-ALVO
A maior parte da energia cinética dos elétrons, é convertida em calor através de múltiplas colisões com os elétrons dos átomo do alvo.

Após várias interações (ionizações), gerada uma cascata de elétrons de baixa energia. Estes elétrons não possuem energia suficiente para prosseguir ionizando os átomos do alvo mas conseguem excitar os elétrons das camadas mais externas, os quais retornam ao seu estado normal de energia emitindo radiação infravermelha. Cerca de 99% da energia cinética dos elétrons incidentes é transformada em calor e cerca de 1% produz radiação. A produção de calor do anodo no tubo de raios-X aumenta com o aumento da corrente (mAs) no tubo, mas a eficiência na produção de raios-X independe da corrente no tubo, aumentando com a energia (kV) do elétron projétil. Para 60 kV, somente 0,5% da energia cinética do elétron é convertida em raios-X, enquanto para 20 MeV ( de aceleradores lineares), 70% dessa energia produz raios-X. (Em radiologia diagnóstica, de 99% geram calor e menos de 1% Raios-X de freamento e característicos).

ESPECTRO DE EMISSÃO DOS RAIOS X
O espectro de emissão é fundamental para descrever os processos de produção da imagem em um aparelho de raios-X. É obtido através de um gráfico da quantidade de fótons de determinada energia versus as diferentes energias. A energia máxima expressa em keV é igual em magnitude à voltagem de aceleração (kv), mas existem poucos fótons desta energia. A forma geral do espectro contínuo é a mesma para qualquer aparelho de raios-X. Por causa da auto absorção, o número de fótons de raios-X emitidos é muito pequeno para energias muito baixas, atingindo quase zero para energias abaixo de 5 keV. Os traços correspondem às radiações características que, para anodo de tungstênio, só aparecem nos espectros gerados com tensão acima de 70 kV.

FATORES QUE MODIFICAM O ESPECTRO
O espectro é modificado por três fatores: filtração, voltagem do tubo e tipo de suprimento de alta voltagem. Os dois últimos são os que mais influenciam os fótons de alta energia, que agem na formação da imagem radiográfica. A filtração, que afeta os fótons de baixa energia, não tem grande influência na imagem e sim na exposição do paciente. Se a energia média do feixe for aumentada por qualquer método, tornando o feixe mais penetrante, a dose total por paciente será reduzida.

FILTRAÇÃO
A filtração total de um feixe de raios-X consiste na filtração inerente mais a filtração adicional.
A filtração inerente é constituída pelo vidro do tubo de raios-X, o óleo isolante e o vidro da janela. O tubo de raios-X está contido em uma capa protetora (cabeçote) de chumbo que possui uma janela por onde sai o feixe útil de raios-x. A janela de raios-X convencional é geralmente de vidro e em casos especiais como mamografia, constituído de Berilo.


A filtração adicional por sua vez é usada para completar a filtração inerente até ultrapassar a filtração mínima. No radiodiagnóstico, a filtração adicional é em geral feita por placas de alumínio.


A filtração mínima recomendada pela Comissão Internacional de proteção Radiológica, ICPR, são:

kVmm Al
500,5
50 - 701,5
702,5


VOLTAGEM DO TUBO
Mudando o potencial de aceleração do tubo, mudamos também o espectro do feixe. O aumento do kV implica no aumento do número de fótons de maior energia. Este aumento altera mais a imagem radiográfica do que a remoção dos fótons de baixa energia.

SUPRIMENTO DE ALTA VOLTAGEM
Em todos os aparelhos de raios-X, a voltagem é aumentada por um transformador de linha 110 - 220 volts para o kV desejado. A forma de onda é a mesma da linha de suprimento, mas muito aumentada em amplitude. O potencial elétrico é produzido por uma corrente alternada (AC), variando de 0 ® máximo 0 ® máximo ® 0. Existem vários tipos de circuitos utilizados na amplificação da voltagem, entre estes temos: Retificação de meia onda, retificação de onda completa, retificação trifásica e multi-pulsos.

No tipo mais simples de circuito, o tubo de raios-X é conectado aos terminais do secundário do transformador. Neste caso, o tubo é o retificador, uma vez que a corrente só pode fluir quando o alvo for positivo em relação ao filamento (negativo), isto é, durante o porção positiva do ciclo de AC. Durante o ciclo negativo não existem elétrons livres do alvo (que está agora carregado negativamente). Entretanto, em circunstâncias ocasionais de superaquecimento do anodo, poderiam ocorrer elétrons livres, que iriam do anodo ao catodo durante o ciclo negativo , danificando o tubo.

Para resolver este problema, foram desenvolvidos circuitos de retificação que elimina os ciclos negativos. Um tipo eficiente de retificação inverte a polaridade do ciclo negativo possibilitando a produção de raios-X durante todo o ciclo. A utilização deste método, aplicado em um circuito trifásico possibilita a produção de elétrons quase monoenergético, dentro de uma pequena variação de kV.

A tecnologia mais moderna com o uso de geradores multi-pulsos, possibilita uma fácil obtenção de um potencial de aceleração virtualmente constante. A forma de retificação modifica o espectro dos elétrons produzidos, e, portanto, modifica o espectro de raios-X produzidos, a taxa de aquecimento do anodo e o rendimento do tubo (taxa de produção de raios-X).

CORRENTE NO TUBO
A variação da miliamperagem (mA) não tem nenhum efeito no espectro de raios-X. A combinação da miliamperagem com o tempo de exposição determina o número total de raios-X produzidos num dado kV. Por isso, desde que o produto mAs seja mantido, não serão observadas diferenças na imagem radiográfica. Deve-se notar contudo que uma variação de corrente pode levar a uma variação da quilovoltagem do tubo, pois o gerador pode não ser capaz de corrigir a uma diminuição de voltagem de alimentação que ocorre em linhas elétricas mal distribuídas quando ocorre uma solicitação de maior carga.


QUALIDADE DOS FEIXE DE RAIOS X
A "capacidade de penetração" ou qualidade de um feixe de raios-X é descrita explicitamente pela sua distribuição espectral. Um conceito mais usual para descrever e medir a qualidade do feixe é a camada semi-redutora (CSR, ou "Half Value Layer", HVL). O HVL é definido como a espessura de um material padrão necessário para reduzir o número de fótons transmitido à metade de seu número original. O material utilizado em radiologia diagnóstica é o alumínio. Um feixe de baixa energia será bastante reduzido por uma pequena filtração, tendo portanto baixo HVL. Sabe-se que o HVL não é uma quantidade constante para um dado feixe mas aumenta com a filtração. Logo, o segundo HVL será maior que o primeiro. Somente um feixe monoenergético terá sucessivos HVL’s iguais. A filtração adicional remove seletivamente os fótons de energia mais baixa, resultando em melhor aproximação de um feixe monoenergético e a diferença entre sucessivas HVL’s torna-se cada vez menor.

O TUBO DE DIAGNÓSTICOS DE RAIOS X
É montado dentro de uma calota protetora de metal forrada com chumbo, projetada para evitar exposição à radiação fora do feixe útil (e choque elétrico).

Os raios-X produzidos dentro do tubo, são emitidos em todas as direções (isotropicamente). Os raios-X utilizados em exames, são emitidos através de uma janela (feixe útil). Os raios-X que passam pela capa de proteção são chamados radiação de vazamento ou de fuga e podem causar exposição desnecessária tanto do paciente quanto do operador. O cabeçote protetor deve ser capaz de reduzir o nível de radiação para menos de 1 mGy/h a um metro quando o aparelho é operado nas condições máximas.

O CATODO
É o pólo negativo do tubo de raios-X. Dividindo-se em duas partes: Filamento e capa focalizadora (cilindro de Welmelt).





FILAMENTO
Tem forma de espiral, construído em tungstênio e medindo cerca de 2mm de diâmetro, e 1 ou 2 cm de comprimento. Através dele são emitidos os elétrons, quando uma corrente de aproximadamente 6 ampères atravessa o filamento. Este fenômeno se chama emissão termoiônica. A ionização nos átomos de tungstênio ocorre devida ao calor gerado e os elétrons são emitidos. O tungstênio é utilizado porque permite maior emissões termoiônicas que outros metais (temperatura de 3.380 °C). Normalmente os filamentos de tungstênio são acrescidos de 1 a 2% de tório, que aumenta eficientemente a emissão termoiônica e prolonga a vida útil do tubo.

CAPA FOCALIZADORA
Sabe-se que os elétrons são carregados negativamente havendo uma repulsão entre eles. Ao serem acelerados na direção do anodo, ocorre uma perda, devido a dispersão dos mesmos. Para evitar esse efeito, o filamento do catodo é envolvido por uma capa carregada negativamente, mantendo os elétrons unidos em volta do filamento e concentrando os elétrons emitidos em uma área menor do anodo. A eficiência da capa focalizadora é determinada por seu tamanho, sua carga, forma e posição do filamento dentro da capa focalizadora.

FOCO DUPLO
A maioria dos aparelhos de raios-X diagnóstico, possuem dois filamentos focais, um pequeno e um grande. A escolha de um ou outro é feita no seletor de mA, no painel de controle. O foco menor abrange uma faixa de 0,3 a 1,0 mm e o foco maior, de 2,0 a 2,5 mm. Ambos os filamentos estão inseridos na capa focalizadora. O foco menor e associado ao menor filamento e o maior, ao outro. O foco menor ou foco fino, permite maior resolução da imagem, mas também, tem limitado a sua capacidade de carga ficando limitado as menores cargas de radiação. O foco maior ou foco grosso, permite maior carga, mas em compensação, tem uma imagem de menor resolução.

ANODO
É o lado positivo do tubo de raios - X. Existe dois tipos de anodo: anodo fixo e anodo rotatório. O anodo recebe os elétrons emitidos pelo catodo. Além de ser um bom condutor elétrico, o anodo é também um bom condutor térmico. Quando os elétrons se chocam contra o anodo, mais de 95% de suas energias cinéticas são transformadas em calor. Este calor deve ser conduzido para fora rapidamente, para não derreter o anodo. O material mais usado no anodo é tungstênio em base de cobre por ser adequado na dissipação do calor.


        

ANODO FIXO
É encontrado normalmente em tubos onde não é utilizada corrente alta, como aparelhos de raios- X dentários, unidades portáteis, unidades de radioterapia convencional e etc..

ANODO ROTATÓRIO
A maioria dos tubos de raios-X utiliza este, devido a sua capacidade de resistir a uma maior intensidade de corrente em tempo mais curto, e com isso, produzir feixes mais intensos.

ALVO
É a área do anodo que recebe o impacto dos elétrons. No anodo fixo, o alvo é feito de uma liga de tungstênio incluída em um anodo de cobre. No anodo rotatório o alvo é um disco giratório. Este disco tem uma resistência grande à alta temperatura. A escolha do tungstênio deve-se à:

- Alto número atômico, acarretando grande eficiência na produção de raios-X.
- Condutividade térmica quase igual a do cobre, resultando em uma rápida dissipação do calor produzido.
- Ponto de fusão (3.380 ° C), superior à temperatura de bombardeamento de elétrons (2.000 ° C).

AQUECIMENTO DO ANODO
O anodo rotatório permite uma corrente mais alta pois os elétrons encontram uma maior área de impacto. Com isso o calor resultante não fica concentrado apenas em um ponto como no anodo fixo. Fazendo a comparação de ambos, num tubo com foco de 1mm, temos: no anodo fixo a área de impacto (alvo) é de aproximadamente 1mm x 4mm = 4mm². No anodo rotatório de diâmetro de 7 cm, o raio de impacto é de aproximadamente 3 cm (30 mm). Sua área alvo total é aproximadamente 2 x p x 30mm x 4mm = 754mm². Portanto, o anodo rotatório permite o uso de área uma centena de vezes maior que um anodo fixo, com mesmo tamanho de foco.

A capacidade de carga é aumentada com o número de rotações do anodo. Normalmente a capacidade de rotação é de 3.400 rotações por minuto. Existe anodo de tubos de maior capacidade que giram a 10.000 rpm.

CUIDADOS COM O TUBO
O mecanismo do rotor de um tubo rotatório pode falhar ocasionalmente. Quando isso acontece, há um superaquecimento criando depressões no anodo (danos sérios) ou rachaduras causando danos irreversíveis ao tubo.

Ao acionar o disparador de exposições de uma unidade radiográfica, deve-se esperar 1 a 2 segundos, antes da exposição, para que o rotor acelere e desenvolva o número de rotações por minuto desejadas. Quando a exposição é completada pode-se ouvir o rotor diminuir a rotação e parar em mais ou menos 1 minuto. O rotor e precisamente balanceado, existindo uma pequena fricção sem a qual o rotor levaria 10 a 20 minutos para parar, após o uso.

VALORES MÁXIMOS DE OPERAÇÃO
O operador do aparelho de raios-X deve estar atento à capacidade máxima de operação do tubo para não danificá-lo. Existe vários tipos de tabelas que podem ser usadas para estabelecer os valores máximos de operação do tubo de raios-X, mas apenas três são mais discutidas: 1) curvas de rendimento máximo; 2) resfriamento do anodo; 3) resfriamento da calota do tubo. Sendo que estas três variáveis, são normalmente calculadas pelos fabricantes adotando o sistema de bloqueio de carga superior ao limite do tubo, mas, sendo de suma importância o conhecimento destas pelo operador, pois, em caso de falha do sistema, o próprio profissional poderá poupar o tubo das cargas excessivas.






VARIAÇÃO DO RENDIMENTO 
COM OS PARÂMETROS DE TÉCNICA 

A taxa de exposição em um feixe de raios-X varia aproximadamente com o quadrado da quilovoltagem. Isto significa que para duplicar a intensidade do feixe incidente, basta aumentar a quilovoltagem em cerca de 41% (Ö 2=1,141). Entretanto, esta formula é válida apenas para o feixe incidente. Por causa dos diferentes poderes de penetração de feixes de diferentes quilovoltagens, a intensidade do feixe que atinge o filme tem uma variação diferente com a quilovoltagem. Na prática, um aumento de 10 kV acarreta aproximadamente uma duplicação da taxa de exposição do feixe que atinge o filme (no espectro próximo a 70 kV).

VARIAÇÃO COM A FILTRAÇÃO
A introdução de um filtro em um feixe de raios-X produz dois efeitos distintos: remove preferencialmente a radiação inútil para a formação da imagem radiográfica (e danosa para o paciente), e aumenta o poder de penetração do feixe. A filtração reduzirá a intensidade do feixe diferentemente, dependendo do valor da camada semirredutora (HVL) de cada feixe. Sendo que, se o filtro for uma espessura igual ao HVL, a intensidade será a metade da inicial. Duplicando-se o valor do filtro para 2 HVL, a intensidade será reduzida aproximadamente quatro vezes.

VARIAÇÃO COM A DISTÂNCIA
Em um meio não absorvente, a intensidade da radiação varia inversamente com o quadrado da distância da fonte. Por exemplo: se a distância for reduzida por um fator 2, a intensidade aumentará de um fator 4; se a distância for aumentada de um fator 2, a intensidade será reduzida por um fator 4. Esta relação, contudo, só é válida para o feixe incidente. Quando tentamos estimar a variação da exposição na entrada da pele de um paciente, deve-se ter em mente que a exposição ao nível do receptor de imagem deve permanecer constante (o valor necessário para produzir a imagem). Como a espessura do paciente é constante, o tamanho do campo deve ser ajustado geometricamente em função da distância, e a dose na pele do paciente aumentará com a diminuição da distância. Em radiografia e fluoroscopia com equipamentos portáteis, a distância foco-pele não deve ser inferior a 30 cm, e, em aparelhos fixos, 45 cm. Para distância foco receptor de imagem menores que 100 cm, a qualidade da informação diagnóstica torna-se inferior à medida que a distância diminui. Adicionalmente, maiores distância foco - receptor tem vantagens clínicas. Exames de tórax, não devem ter distância foco - receptor inferior a 120 cm (distância padrão 180 cm).

INTERAÇÃO DOS RAIOS X COM A MATÉRIA
Existem vários mecanismos pelos quais os raios-X interagem com a matéria. Na faixa de energia de 20 a 125 kV apenas dois processos são importantes: a absorção fotoelétrica e o espalhamento Compton. Dependendo da energia de um fóton de raios-X e do número atômico do objeto, o fóton pode interagir com o objeto tanto por efeito fotoelétrico como efeito Compton ou simplesmente atravessar o objeto sem interagir.

ABSORÇÃO FOTOELÉTRICA
É a interação entre um fóton de raios-X incidente e um elétron ligado a um átomo do absorvedor na qual o fóton transfere toda sua energia ao elétron. O fóton portanto, deixará de existir. Parte da energia transferida é usada para vencer a força de ligação átomo - elétron e a restante, aparece como energia cinética do elétron (agora chamado fotoelétron). O alcance dos fotoelétrons é de apenas uns poucos µm de modo que o efeito fotoelétrico é essencialmente um processo local, com toda energia do fóton sendo absorvida próximo ao ponto de interação. O átomo emitirá um raio-X característico ao preencher a vaga deixada pelo elétron emitido. Para elementos dos tecidos biológicos, energia desses raios - X é muito baixa e, portanto, eles são também essencialmente absorvidos localmente. A probabilidade de interação fotoelétrica é altíssima para baixas energias e diminui dramaticamente com o aumento da carga.

ESPALHAMENTO COMPTON
Este efeito não é um processo local. Consiste de uma interação entre um fóton de raios-X e um elétron livre (ou fracamente ligado ao átomo, tais como os elétrons dos níveis mais externos). Portanto, um elétron compton ejetado e o fóton é espalhado com uma energia igual a diferença entre a energia do fóton incidente e a energia adquirida pelo elétron. O fóton espalhado se move então em uma direção diferente da inicial, e portanto não contribui em nada para a formação da imagem (na realidade, ele tem uma contribuição negativa para a imagem). A probabilidade de interação compton (por unidade de imagem) é essencialmente igual para todos os materiais. A absorção diferencial é feita com base na densidade.

Na prática os processos comptons e fotoelétricos contribuem, ambos, para a produção da radiografia. A percentagem relativa ao total de interações que ocorrem por um processo ou outro depende da energia do fóton. Portanto, o contraste objeto depende da composição da massa efetiva e do número o atômico do objeto. A predominância de interações Compton ou Fotoelétrico causará menor ou maior contraste objeto, respectivamente, considerando que o objeto seja composto de vários materiais de diferentes números atômicos. Para um dado objeto, o contraste será maior para feixes de baixa energia (predominância do efeito fotoelétrico) e menor para energias mais altas (predominância do efeito compton).

CONTROLE DA RADIAÇÃO ESPALHADA
O feixe de radiação que emerge de um objeto irradiado é formado por radiação primária e radiação extraviada (secundária). A radiação primária é a radiação emitida através do vidro da janela de um tubo raios-X. Quando o feixe primário passa através do paciente, ele é bastante atenuado à medida que os fótons vão interagindo com as estruturas internas, resultando em diferentes intensidades devido a absorção do feixe de raios - X. A radiação extraviada (secundária) é dividida em radiação de fuga e em radiação secundária (produzida pelo feixe primário). Radiação secundária é resultante das interações dos fótons primário com o objeto (paciente). Para se obter uma imagem com máxima nitidez, é necessário reduzir a quantidade de radiação espalhada que alcança o filme.

Nas energias usadas em diagnóstico, a radiação secundária consiste em raios-X característico, fotoelétrons, fótons espalhados e elétrons compton. Como os elétrons tem um alcance muito pequeno no tecido, os fotoelétrons e os elétrons compton são absorvidos localmente. Os raios - X caraterísticos dos tecidos vivos são muito pouco energéticos para alcançar o filme. Somente quando o Iodo ou o Bário são utilizados como contraste é que estes raios-X característicos são importantes na radiografia diagnóstica, pois, estes tem energia aproximada de 33 a 37 keV e podem alcançar o filme produzindo efeito visível.

Em geral, a única radiação secundária importante é proveniente do espalhamento compton, porque os raios-X são espalhados em todas as direções e criam e criam um campo de radiação em torno do paciente. Deve-se tomar medidas preventivas para reduzir esse efeito nas radiografias e proteger pessoas cuja presença seja imprescindível durante um exame radiográfico. A radiação espalhada é um problema para a imagem radiográfica, pois diminui bastante o contraste, quando atinge o filme, agindo principalmente nas regiões mais claras do que nas mais enegrecidas do filme. Assim sendo, detalhes situados nestas áreas claras ficam mascaradas.

Três são os fatores que influenciam a intensidade relativa da radiação espalhada que chega ao filme. Dois deles podem ser controlados: a quilovoltagem e o tamanho do campo, sendo o terceiro fator a espessura do Paciente (ou objeto).

QUILOVOLTAGEM
Quando a energia é aumentada, o número relativo de fótons que sofrem interação compton aumenta. Seria fácil dizer que toda radiografia deveria ser tirada usando-se o mínimo de quilovoltagem possível, desde que essa técnica resultasse em um mínimo de espalhamento e, em conseqüência, uma ótima qualidade de imagem. Além disso, a absorção fotoelétrica (responsável pelo contraste objeto) é dramaticamente aumentada com a redução da energia dos fótons. A situação não é tão simples assim. O aumento das interações fotoelétricas tem como conseqüência , o aumento da dose no paciente, uma pois reduz a quantidade de radiação que chega ao filme, normalmente compensada pelo aumento da corrente e/ou tempo de exposição.

Quando uma técnica para uma radiografia de abdome não é suficiente para produzir uma boa imagem, tem se duas opções: ou aumenta-se a quilovoltagem ou a corrente. Aumentando-se a corrente, produz-se uma quantidade suficiente de fóton para obter-se uma imagem satisfatória no filme. Isto pode causar no entanto, uma dose suplementar considerável de radiação no paciente. Por outro lado, um aumento muito menor de kV produz um número suficiente de fótons incidentes sobre o filme, resultando numa dose baixa para o paciente. Infelizmente o aumento de kV, acarreta o aumento de radiação espalhada e a diminuição do contraste objeto. Para reduzir o nível de espalhamento de radiação que atinge o receptor de imagem são utilizados várias técnicas, tais como o uso de colimadores e grades.

TAMANHO DO CAMPO DE RADIAÇÃO
É fato real que, a intensidade do feixe primário permanece constante para todos os tamanhos de campo determinado. Enquanto a intensidade do feixe espalhado, aumenta continuamente com o aumento do tamanho do campo (até atingir um platô, em torno de 1000 cm²).
 
ESPESSURA DO PACIENTE
A passagem de fótons por regiões mais espessas do corpo, resulta em um maior espalhamento do que em relação a regiões mais finas. Considerando-se a mesma combinação de tela-filme para ambas, a radiografia de extremidade será muito mais definida com a redução da quantidade de radiação espalhada. Expondo uma extremidade de 3 cm de espessura a 40 kV ocorre cerca de 50% de espalhamento de radiação. Expondo o abdome de 30 cm de espessura ocorrerá aproximadamente 100% de espalhamento.

MÉTODOS DE REDUÇÃO DA RADIAÇÃO ESPALHADA
Os métodos mais comuns de redução da radiação espalhada que alcança o filme são:
* redução da área irradiada (colimador);
* uso de grades;
* uso da técnica de afastamento do filme ("air gap");
* uso da técnica de fenda móvel ("moving slit")

COLIMAÇÃO
A redução do tamanho do campo em radiologia deve ser o primeiro método de controle da radiação espalhada (Secundária). Este método tem uma grande vantagem por diminuir a dose no paciente devido ao menor volume de tecido irradiado. Entretanto, em uma aparente contradição, a diminuição do espalhamento (tamanho de campo) implicará num aumento do fatores da técnica radiográfica, para obtenção da mesma densidade ótica. Porém, este aumento da dose ainda é pequeno quando comparado com a sensível redução alcançada pela diminuição do volume de tecido irradiado.

GRADES
O uso de grades é o meio mais efetivo de remover a radiação espalhada (secundária) de um campo de radiação antes que estes chegue ao detetor (filme). As grades são construídas de lâminas verticais alternadas de chumbo e material radio-transparente como plástico ou fibra. Essas lâminas são orientadas de modo que a radiação primária passe pelas lâminas de material radio-transparente fixadas entre as lâmina de chumbo, e as radiações espalhadas (secundárias) se choquem nas lâminas de chumbo sendo absorvidas antes de chegar ao filme. Infelizmente, essa redução da radiação espalhada (secundária) só é alcançada às custas de um aumento da dose no paciente. Algumas lâminas de chumbo absorvem alguns fótons primários e o material radio-transparente absorve parte da energia destes fótons. Assim sendo, a redução tanto da radiação primaria como da secundária para atingir a densidade ótica necessária requer um significativo aumento de exposição.

 TÉCNICA DO "AIR GAP"
Consiste em afastar o filme do paciente criando um espaço de ar entre eles. Assim a radiação espalhada (secundária) que atingiria o filme na posição normal, não alcança o filme na posição afastada. Problemas desta técnica: 
1) magnificação do imagem; 
2) perda de detalhe causado pelo aumento da penumbra; 
3)aumento da dose no paciente.

Nota: As grades Potter Bucky horizontal e vertical, utilizam as duas técnicas supracitadas, Grade e Air Gap. Como pode ser observado, da superfície da mesa e bucky vertical até o filme, pode ser medido de 7 a 10 cm. E a grade utilizada na mesa de exames, tem uma calibração de ponto focal/mesa de exames para 90 a 120 cm e a do Bucky mural, 120 a 180 cm. Portanto, duas técnicas supracitadas.

TÉCNICA DO "MOVING SLIT"
É a técnica idealizada há muitos anos mas que só recentemente pode ser aplica na prática com o avanço tecnológico na produção de feixes de alta intensidade. Consiste na irradiação do paciente com um feixe de raios-X colimado com o formato de uma fenda que se move sincronizada com o tubo e com outra fenda localizada junto ao filme. Com isso elimina-se grande parte da radiação espalhada (secundária) pelo paciente, melhorando o contraste radiográfico, além de reduzir a dose no paciente.

CONTRASTE RADIOGRÁFICO
O contrate radiográfico é dado pela diferença em enegrecimento entre poções distintas da radiografia. Os fatores que afetam o contraste radiográfico são o nível de exposição e o processamento do filme. O contraste radiográfico é determinado pelo contraste objeto e pelo contraste do filme.


CONTRASTE OBJETO
Quando um feixe de raios-X incide no objeto a ser radiografado ele é razoavelmente uniforme em número e em energia de fótons. Entretanto, ao sair do objeto a maioria dos fótons sofreram interações, ficando digamos, 5% sem serem afetados. Os fótons remanescentes, são então usados para formação da imagem radiográfica. É nesta fase que as informações a cerca do objeto a ser radiografado são geradas. Depois que o feixe deixa o objeto, diferentes artifícios podem ser feitos para aumentar a visualização da informação, ela própria, não pode ser aumentada. A informação radiográfica é um a reflexão da espessura, densidade, e número atômico do objeto que esta sendo radiografado.

O CORPO
 É constituído de músculos, gorduras, ossos cavidades, e compartimentos contendo líquido. Portanto, diferentes espessuras desses componentes em diferentes combinações (um componente sobrepondo-se parcialmente sobre outro) resultará em uma absorção diferencial ao longo do campo radiográfico. O feixe que sai do paciente possui variações de intensidade devido anatomia interna do corpo.

Essas diferenças em intensidade são chamadas de contrate objeto. O contraste objeto depende do espectro do feixe incidente e, naturalmente, da espessura, da estrutura e composição do paciente (e da quantidade de radiação espalhada (secundária)). Alterações da técnica de exposição podem alterar o contraste objeto (e também a dose do paciente). As vezes a dose do paciente pode ser grandemente alterada sem ter havido nenhuma contribuição para a qualidade da imagem radiográfica. Assim sendo, por exemplo, razoáveis variações no kV e na filtração podem diminuir de até um fator 5 a dose na pele do paciente, sem que a qualidade da radiografia seja alterada. É portanto de extrema importância o conhecimento desses parâmetros e seus efeitos no contraste e na dose do paciente. Conhecedor destes fatores os técnicos saberá então decidir a técnica apropriada para cada exame.

CONTRASTE DO FILME
Refere-se ao gradiente da curva característica do filme e determina o contraste radiográfico final que será obtido para um dado contraste objeto. Um bom contraste objeto pode render um péssimo contraste radiográfico quando os níveis de exposição são inapropriados. Em geral, a magnitude do gradiente de curva característica do filme determina se o contraste objeto será aumentado ou diminuído no processo de conversão à imagem visível.

OBTENÇÃO DA IMAGEM RADIOGRÁFICA
um dos métodos mais usados na obtenção da imagem radiográfica é a combinação do filme com a tela intensificadora (ecran). A qualidade de uma imagem está ligada a vários parâmetros e processos: filme radiográfico, tela intensificadora, processamento do filme , técnica radiográfica utilizada (kV e mAs) e tamanho do campo de irradiação.

O FILME
É composto de uma base flexível plástica (200 µm) e duas camadas muito finas de (10 µm) de emulsão fotográfica cobertas por uma capa protetora. A base do filme é composta geralmente de poliéster ou acetato de celulose para dar suporte as emulsões. A emulsão e composta de cristais de produtos químicos fotograficamente ativos (Haletos de prata), suspensos em gelatina fotográfica. O haleto de prata é brometo de prata com 1 a 10% de iodeto de prata. Essa mistura resulta numa maior sensibilidade do que o brometo ou iodeto de prata sozinhos. Os fótons de luz oriundos da tela intensificadora interagem com esses cristais e produzem uma imagem latente que após um processo de revelação adequado, torna-se visível. A gelatina permite a distribuição uniforme dos cristais de haleto de prata sem acúmulo na base do filme para uma resposta uniforme do seu campo e permite a penetração dos produtos químicos de revelação nos cristais para formação da imagem sem diminuir sua firmeza e constância . Os grãos de prata remanescentes devem ficar em suas posições relativas ou a imagem será destruídas.

Telas Intensificadoras (Screens ou Écrans)

COMPOSIÇÃO DAS TELAS INTENSIFICADORAS
são constituídas de três camadas: 
* material de base, 
* camada fluorescente e 
* camada protetora.

A BASE DAS TELAS INTENSIFICADORAS
são constituídas de papelão ou de plástico e serve apenas como suporte do material fluorescente.

Este material deve ser uniformemente radio-transparente e livre de qualquer metal ou outros materiais que possam formar alguma imagem adicional ao filme.

A CAMADA FLUORESCENTE
Consiste em cristais de um composto fluorescente, suspensos num material de ligação flexível. O composto usado é em geral tungstênio de cálcio, embora sulfato de bário e estrôncio, sulfato de bário e chumbo, também seja usados. Mais recentemente, surgiram compostos de terras-raras usam gadolíneo, lantânio e ítrio, oxibrometo de lantânio, fluoreto de bário ou vários outras composições destes elementos. Para aproveitar o máximo de luz possível, usam-se ainda sob a camada fluorescente, uma fina camada de dióxido de titânio. As telas intensificadoras que possuem materiais fosforescentes de alta eficiência, tais como os de terras raras, bário e tântalo, necessita menor quantidade de radiação que as telas convencionais para produzir radiografias com qualidade de imagem regular.

A CAMADA PROTETORA
Serve apenas para evitar a deterioração da tela intensificadora causada por partículas de sujeira que possam estar presentes no filme ou ai penetrarem durante sua colocação ou retirada no chassis com a tela intensificadora.

O PRINCÍPIO DO FUNCIONAMENTO DAS TELAS INTENSIFICADORAS
Baseia-se no princípio dos filmes para raios - X que, são fabricados com emulsão mais espessas de modo a absorver os fótons de raios - X. No entanto, menos de 5% dos fótons incidentes são absorvidos e contribuem para a formação da imagem. Para aumentar a eficiência da formação da imagem radiográfica, foram usados sais inorgânicos que emitem fótons de luz quando expostos a radiação. Colocando-se um filme entre duas camadas deste material e expondo-o a um feixe de raios-X, uma grande parte do escurecimento do filme resultará em emissão luminosa do material fluorescente. Este aumento da eficiência luminosa do sistema de formação da imagem diminui a dose no paciente.


PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO
A figura visível compõe-se de agregações de átomos de prata metálica, distribuído na emulsão de modo não uniforme, de acordo com a distribuição imagem objeto. As etapas básicas envolvidas na obtenção da imagem radiográfica são: formação da imagem latente, revelação e fixação da imagem no filme radiográfico.

IMAGEM LATENTE
Quando o filme é exposto ao feixe de raios-X ou fótons de luz provenientes de telas intensificadoras, as interações com os cristais do haleto de prata liberam elétrons de alguns íons brometo carregado negativamente (Br-), causando a liberação do gás bromo (Br2). O elétron liberado vai combinar com alguns íons de prata carregados positivamente na rede cristalina, transformando-os em átomos neutros (prata metálica). A agregação de um pequeno núcleo de átomo de Ag tornará o cristal de brometo de prata sensível à revelação. Embora esta pequena mudança não possa ser detectada visualmente, já existe precursor da imagem latente.

PROCESSO DE REVELAÇÃO
Envolve a transformação química (ganho de elétrons) de todos os íons de prata do cristal exposto, transformando-os em prata metálica (Ag++ e Ag-). Esta transformação química ocorre em todos os cristais, mas os átomos de prata da imagem latente agem como catalisadores da reação, fazendo com que os cristais expostos se transformem muito mais rapidamente que os não expostos. Como em qualquer reação química a extensão da reação de temperatura, concentração dos preparados químicos e tempo de revelação devem ser combinados de modo a ocorrer máxima conversão de cristais expostos, e mínima dos não expostos. Nestas condições o revelador ou o processador automático são considerados otimizados. Terminada a revelação, os cristais de haleto de prata remanescentes devem ser removidos para não serem vagarosamente reduzidos com o tempo e escurecer o filme.

O PROCESSO DE FIXAÇÃO
Consiste na retirada dos cristais de prata, sendo que a prata revelada é removida de modo mais lento que a prata não revelada. Assim como na revelação, o tempo Também é importante, porém não tão crítico. Finalmente o filme deve ser lavado e secado. A lavagem remove todos os traços remanescentes dos produtos químicos utilizados, evitando a mudança de cor com o tempo, e a conseqüente degradação da qualidade da radiografia.

DENSIDADE ÓPTICA
A imagem no filme radiográfico consiste de variações de prata metálica retida em regiões localizadas no filme. Através do negatoscópio, a quantidade de prata em uma área específica e a intensidade de luz incidente determinarão o escurecimento do filme. Para quantificar esse conceito e remover o fator intensidade de luz, utiliza-se a densidade ótica (densidade fotográfica, densidade do filme ou densidade). Densidade ótica (DO) é a porção de luz incidente que passa através do filme.



FONTE: http://www.nuclear.radiologia.nom.br/trabalho/noseasiv/noseaiv.htm

Aparelho para Radiografia I

Aparelho para Radiografia I

O QUE É RADIOGRAFIA ?

Os exames radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton. Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sangüíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitaram o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.


Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

O QUE É ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA ?

A ultrassonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo elétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito Doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e oblíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

CARACTERÍSTICAS:
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
-É um método não invasivo ou minimamente invasivo.

-Apresenta a anatomia em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem se adquiridas em qualquer orientação espacial.

-Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnostico na medicina.

-Não utiliza radiação ionizante.

-Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler.
-Permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais. O método ultra-sonográfico baseia-se no fenômeno de interação de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

A ultrassonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo sua aplicação mais ampla atualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebê desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfofuncionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento. Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais firma-se como um dos pilares do diagnóstico médico na atualidade.

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ?

A tomografia computadorizada ou computorizada (TC), originalmente apelidada tomografia axial computadorizada / computorizada (TAC), é um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.

PRINCÍPIOS FÍSICOS:

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio presente nos ossos), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).
Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).

PROCEDIMENTO:

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de Raios-X, num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. Nas máquinas sequenciais ou de terceira geração, durante o exame, o “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X, que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.Os equipamentos designados “helicoidais”, ou de quarta geração, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando, portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas. A hélice é possível porque a mesa de pacientes, ao invés de ficar parada durante a aquisição, durante o corte, tal como ocorre na tomografia convencional, avança continuamente durante a realização dos cortes. Na tomografia convencional a mesa anda e pára a cada novo corte. Na helicoidal a mesa avança enquanto os cortes são realizados.Atualmente também é possível encontrar equipamentos denominados DUOSLICE, e MULTISLICE, ou seja, multicorte, que, após um disparo da ampola de raios x, fornecem múltiplas imagens. Podem possuir 2, 8, 16, 64 e até 128 canais, representando maior agilidade na execução do exame diagnostico. Há um modelo, inclusive, que conta com dois tubos de raios-x e dois detectores de 64 canais cada, o que se traduz em maior agilidade para aquisição de imagens cardíacas, de modo que não é necessário o uso de beta-bloqueadores. Permite também aquisições diferenciais, com tensões diferentes em cada um dos emissores, de modo a se obter, por subtração, realce de estruturas anatômicas.Com essa nova tecnologia é possível prover reconstruções 3D, MPR (MultiPlanarReconstrucion) ou até mesmo mensurar perfusões sanguíneas.

CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS:

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas.
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas. E apos processos de reconstrução matemática, obtemos o Voxel (unidade 3D) capaz de designar profundidade na imagem radiológica. O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0, 023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm). Não devemos esquecer que FOV grande representa perda de foco, e consequentemente radiação x secundaria.
Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais RX o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos. A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

zero unidades Hounsfield (0 HU) é a água,

ar -1000 (HU),

osso de 300 a 350 HU;

gordura de –120 a -80 HU;

músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma, ou seja, qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela. O uso de diferentes janelas em tomografia permite, por exemplo, o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio, ou seja, é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tridimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).

VANTAGENS E DESVANTAGENS:

VANTAGENS:
A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida. Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%. Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS:
Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível, sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios. Apesar da radiação ionizante X, o exame tornasse com o passar dos anos o principal metodo de diagnostico por imagem, para avaliação de estruturas anatômicas com densidade significativa. O custo do exame não é tão caro como outrora, se comparado ao raios x convencional. Oferecendo ao profissional medico um diagnostico rápido e cada vez mais confiável.

Aparelho para Densitometria Óssea I

Aparelho para Densitometria Óssea I

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA ?

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.

Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.

As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e conseqüente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.

É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.

O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada, desde que o médico possa precisar o real estado de saúde do paciente.

Aparelho para Mamografia I

Aparelho para Mamografia I

O QUE É MAMOGRAFIA ?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário.

É o exame das mamas realizado com baixa dose de raios X em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. Pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas. O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido. Um exame anual de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima de 40 anos. Resultados registrados pela American Câncer Society, em uma recente avaliação em oito clínicas escolhidas aleatoriamente, demonstraram que houve 18% menos mortes em decorrência de câncer mamário entre mulheres com 40 anos ou mais que haviam feito mamografia periodicamente. Os benefícios da mamografia quanto a uma descoberta precoce e a possibilidade do tratamento do câncer mamário são muito significativos, compensando o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem durante o exame.

Aparelho de Ressonância Magnética I

Aparelho de Ressonância Magnética I

O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ?

Ressonância magnética é uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro eletromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso se dá necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Em espectroscopia, o processo de ressonância magnética é similar aos demais. Pois também ocorre a absorção ressonante de energia eletromagnética, ocasionada pela transição entre níveis de energia rotacionais dos núcleos atômicos, níveis estes desdobrados em função do campo magnético através do efeito Zeeman anômalo.
Como o campo magnético efetivo sentido pelo núcleo é levemente afetado (perturbação essa geralmente medida em escala de partes por milhão) pelos débeis campos eletromagnéticos gerados pelos elétrons envolvidos nas ligações químicas (o chamado ambiente químico nas vizinhanças do núcleo em questão), cada núcleo responde diferentemente de acordo com sua localização no objeto em estudo, atuando assim como uma sonda sensível à estrutura onde se situa.

MAGNETISMO MACROSCÓPICO E MICROSCÓPICO:

O efeito da ressonância magnética nuclear fundamenta-se basicamente na absorção ressonante de energia eletromagnética na faixa de freqüências das ondas de rádio. Mais especificamente nas faixas de VHF.

Mas a condição primeira para absorção de energia por esse efeito é de que os núcleos em questão tenham momento angular diferente de zero.
Núcleos com momento angular igual a zero não tem momento magnético, o que é condição indispensável a apresentarem absorção de energia eletromagnéticas. Razão, aliás, pertinente a toda espectroscopia. A energia eletromagnéticas só pode ser absorvida se um ou mais momentos de multipolo do sistema passível de absorvê-la são não nulos, além do momento de ordem zero para eletricidade (equivalente à carga total). Para a maior parte das espectroscopias, a contribuição mais importante é aquela do momento de dipolo. Se esta contribuição variar com o tempo, devido a algum movimento ou fenômeno periódico do sistema (vibração, rotação, etc), a absorção de energia da onda eletromagnéticas de mesma freqüência (ou com freqüências múltiplas inteiras) pode acontecer. Um campo magnético macroscópico é denotado pela grandeza vetorial conhecida como indução magnética B (ver Equações de Maxwell). Esta é a grandeza observável nas escalas usuais de experiências, e no sistema SI é medida em Tesla, que é equivalente a Weber/m3.

Em nível microscópico, temos outra grandeza relacionada, o campo magnético H, que é o campo que se observa a nível microscópico. No sistema SI é medido em Ampere/m. Rigorosamente, núcleos não apresentam spin, mas sim momento angular (exceção feita somente ao núcleo do isótopo 1 do hidrogênio, que é constituído por um único próton). Embora o spin possa ser considerado um momento angular, por terem ambos as mesmas unidades e serem tratados por um formalismo matemático e físico semelhante, nem sempre o oposto ocorre. O spin é intrínseco, ao passo que objetos compostos tem momento angular extrínseco. Contudo, motivos históricos e continuado costume levaram a esse abuso de linguagem, tolerado e talvez tolerável em textos não rigorosos. Um motivo a mais de complicação é o fato de que a moderna física de partículas considerar que certas partículas, antes pensadas como elementares (e, portanto possuindo spin), sejam compostas (próton e nêutron compostos de quarks). Assim, fica um tanto impreciso o limite entre os casos onde se deva usar o termo spin e os casos onde se deva usar o termo momento angular.

Aparelho de Radioterapia I

Aparelho de Radioterapia I

O QUE É RADIOTERAPIA ?

Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:
Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares; e

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

RADIOTERAPIA EXTERNA:

É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1 cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

EQUIPAMENTOS DE QUILOVOLTAGEM:

São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

EQUIPAMENTOS DE MEGAVOLTAGEM:

Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25 cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

BRAQUITERAPIA:

A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os órgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

IMPORTANTE - COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS

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Adendo I

Adendo II

Adendo III

PROGRAMA BÁSICO DE RADIOLOGIA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

PROGRAMA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA

· PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FÍSICA DAS RADIAÇÕES.


· ELEMENTOS DE RADIOGRAFIA.

· FORMAÇÃO DA IMAGEM.

· RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.

· ACESSÓRIOS DE UM APARELHO DE RAIOS X.

· COMPOSIÇÃO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS

· CÂMARA CLARA E CÂMARA ESCURA.

· MANIPULAÇÃO DE QUÍMICOS: REVELADOR E FIXADOR, ÉCRANS, INTENSIFICADORES, CHASSIS, PROCEDIMENTOS DE FILMES RADIOGRÁFICOS.

· PROTEÇÃO RADIOLÓGICA.

· ANATOMIA HUMANA.

· TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS.

· INCIDÊNCIA BÁSICA E ACESSÓRIA.

· CRÂNIO E FACE, MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES, COLUNA VERTEBRAL, PELVE, TÓRAX, ABDOME E CUIDADOS NOS PROCEDIMENTOS RADIOGRÁFICOS.

· PROTOCOLO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.

· PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE EXAME EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

. NOÇÕES DE MAMOGRAFIA.

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