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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

102) BACTÉRIAS E VÍRUS

BACTÉRIAS: As bactérias são serem unicelulares, procariontes e geralmente não patogênicos. Esses seres unicelulares microscópicos, isolados ou coloniais, são encontrados em todos os ambientes: água, solo, ar e orgânico. A maioria de vida livre e heterotrófica, muitas exercem importante papel no ciclo do nitrogênio na natureza.

VÍRUS: Não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Não possuem enzimas e, portanto, nem metabolismo próprio, necessário à formação de novos vírus;Então, são parasitas intracelulares obrigatórios, formados apenas por um dos ácidos nucleicos (DNA e RNA), envolvido por um revestimento proteico. Os vírus que atacam os animais não atacam as células vegetais e vice-versa. Os vírus das bactérias são chamados bacteriófagos ou, simplesmente, fagos. Os vírus, quando fora de organismos, possuem a forma de cristais (matéria, bruta). Voltam à atividade normal quando introduzidos em organismos.

A Bactéria = Nem sempre é patogênica.
O Vírus = É obrigatoriamente patogênico.

Célula Procarionte = não tem membrana nuclear.
Célula Eucarionte = tem membrana celular, bem como, estruturas especializadas.



RESISTÊNCIA BACTERIANA:

ESPORULAÇÃO = Algumas bactérias possuem a capacidade de, quando presentes em ambientes desfavoráveis para sua multiplicação e sobrevivência, perderem água para o meio que se encontram (desidratação) e condensar o material genético em uma espécie de carapaça rígida, mantendo-se ativa por anos.

RESISTÊNCIA AOS ANTIBIÓTICOS: Certas bactérias apresentam a capacidade de, após o contato com determinados antibióticos, desenvolverem resistência contra os mesmos, transferindo essas informações para suas células descendentes.

COMO FUNCIONAM OS ANTIBIÓTICOS?
Os antibióticos matam as bactérias, que são organismos unicelulares. Se uma delas passar por nosso sistema imunológico e começar a se reproduzir dentro de nossos corpos, pode causar doenças. Então, matamos essas bactérias para eliminar a doença. Certas bactérias produzem compostos químicos que danificam ou debilitam partes dos nossos corpos. Em uma otite média, por exemplo, as bactérias já entraram no nosso ouvido. O corpo, como resposta, age com o objetivo de matar as bactérias, mas o próprio sistema imunológico acaba produzindo uma inflamação. A solução então é tomarmos um antibiótico para matar as bactérias e eliminar a inflamação. O antibiótico é um veneno seletivo, que foi escolhido porque irá matar a bactéria desejada sem afetar as células do nosso corpo. Cada tipo diferente de antibiótico afeta bactérias diferentes de maneiras diferentes. Por exemplo, um antibiótico pode inibir a capacidade de uma bactéria específica de transformar glicose em energia ou de construir sua parede celular. E quando isso acontece, a bactéria morre em vez de se reproduzir. Ao mesmo tempo, felizmente, o antibiótico age apenas sobre o mecanismo de construção da parede celular da bactéria, deixando as células humanas intactas. Já no caso dos vírus, os antibióticos não têm uso nenhum, já que não conseguem matar os vírus. Uma bactéria é uma forma de vida viva e que se reproduz. O vírus, para se reproduzir, injeta seu DNA ou RNA dentro de uma célula viva e faz com que essa célula reproduza mais unidades do DNA viral. Embora os antibióticos não consigam matar os vírus, foram descobertos nos últimos anos vários medicamentos antivirais que permitem o tratamento de doenças como a AIDS.

COMO AS BACTÉRIAS FICAM RESISTENTES AOS ANTIBIÓTICOS?
Antibióticos são compostos que:
* Matam as bactérias diretamente (bactericidas).
* Bloqueiam sua capacidade de crescer e de se reproduzir (bacteriostáticos).
Quando você está em luta contra uma infecção bacteriana, o seu sistema imunológico pode ser vencido pelos invasores. Os antibióticos são inseridos na batalha para montar uma defesa contra os invasores até que o sistema imunológico possa se recuperar e acabar com as bactérias remanescentes.


COMO OS ANTIBIÓTICOS EVITAM O CRESCIMENTO BACTERIANO?
Os antibióticos detêm ou interferem com uma variedade de processos celulares diários dos quais as bactérias dependem para crescimento e sobrevivência.
* Alterações da parede celular bacteriana que protege a célula do ambiente externo.
* Interferência na síntese de proteínas.
* Alteração dos processos metabólicos, como as sínteses do ácido fólico, uma vitamina B fundamental para as bactérias.
* Bloqueio da síntese de DNA e RNA.


Os antibióticos param de funcionar porque as bactérias encontram várias formas de se contrapor essas ações. Veja:

* Prevenir o antibiótico de atingir o seu alvo: as bactérias empregam estratégias para manter os antibióticos longe. Uma forma efetiva de impedir um antibiótico de alcançar o seu objetivo é impedir que ela seja absorvida. As bactérias fazem isso alterando a permeabilidade de suas membranas ou reduzindo o número de canais disponíveis para as drogas se difundirem. Outra estratégia é criar o equivalente molecular a um leão-de-chácara, para escoltar os antibióticos até a porta se eles entrarem. Algumas bactérias usam energia do ATP para bombear os antibióticos para fora da célula.

* Mudança de alvo: muitos antibióticos funcionam pela aderência ao seu alvo, prevenindo-o de interagir com outras moléculas dentro da célula. Algumas bactérias respondem alterando a estrutura do alvo (ou até substituindo-o dentro de uma outra molécula) de modo que o antibiótico não possa mais reconhecê-lo ou se ligar a ele.

* Destruição do antibiótico: essa tática é radical. Ao invés de simplesmente ignorar a droga ou montar bloqueios moleculares, algumas bactérias sobrevivem neutralizando seus inimigos diretamente. Por exemplo, alguns tipos de bactérias produzem enzimas chamadas beta-lactamases que destroem a penicilina.

COMO AS BACTÉRIAS ADQUIREM ESSES HÁBITOS PARA LUTAR CONTRA OS ANTIBIÓTICOS?
Em alguns casos, elas não os adquirem. Algumas bactérias simplesmente fazem uso de suas próprias capacidades inerentes. Entretanto, existem muitas bactérias que não desenvolveram resistência a um antibiótico em particular. As bactérias podem adquirir resistência obtendo uma cópia da codificação de um gene de uma proteína modificada ou de uma enzima como a beta-lactamase de outra bactéria, mesmo daquelas de espécies diferentes. Existem várias formas de obter um gene resistente.

* Durante a transformação: nesse processo, semelhante ao sexo bacteriano, os micróbios podem se unir e transferir DNA uns para os outros. Transferência de um fragmento pequeno, circular e extra-cromossomial de DNA, chamado plasmídeo: um plasmídeo pode codificar a resistência a muitos antibióticos diferentes. Através de um transpóson: os transpósons são “genes de transposição”, pequenos segmentos de DNA que podem pular de molécula de DNA para outra. Uma vez que eles passam a fazer parte de um cromossomo ou de um plasmídeo, eles ficam integrados de forma estável. Pela varredura dos remanescentes de DNA de bactérias degradadas ou mortas. Infelizmente, se uma bactéria insere um gene resistente em seu DNA cromossômico ou o obtém em um plasmídeo, toda a sua descendência herdará o gene e a resistência que eles conferem.

POR QUE OS GENES RESISTENTES PERSISTEM E SE ESPALHAM NAS POPULAÇÕES BACTERIANAS?
É basicamente a ideia de Darwin da sobrevivência dos mais adaptados, reduzida a nível microscópico - as bactérias com esses genes sobrevivem e superam as variantes suscetíveis ao antibiótico. E o nosso uso nada prudente de antibióticos seleciona esses tipos resistentes.


Veja a seguir como nós contribuímos para o problema:

* Ignorando as receitas coloridas no frasco de comprimidos e os alertas do médico para que você tome todo o medicamento, mesmo que comece a se sentir melhor. Se você parar de tomar o seu medicamento muito cedo, o seu sistema imunológico pode não ser capaz de matar as bactérias remanescentes, e qualquer bactéria resistente deixada ilesa será capaz de proliferar e se espalhar para outras pessoas.

* Insistindo em tomar antibióticos para tratar um resfriado ou uma gripe. Os antibióticos são completamente ineficientes contra vírus, de modo que não adianta usá-los nesses casos. Ainda pior, os antibióticos não conseguem distinguir entre as bactérias que são boas para nós e as bactérias que causam doenças. Apesar da nossa preocupação com limpeza, nós convivemos com uma enorme variedade de bactérias todos os dias. Por exemplo, os nossos intestinos são revestidos com bactérias que fragmentam os alimentos que não podemos digerir. Toda vez que você toma antibióticos, você mata algumas dessas bactérias benéficas.

* Usar antibióticos indiscriminadamente pode eliminar a maior parte das bactérias que existem normalmente em nosso corpo, abrindo a porta para que variantes mais sinistras se estabeleçam em seu lugar.

* Empilhando sobras de antibióticos e automedicação: nem todo antibiótico funcionará para toda infecção. O seu médico prescreve uma droga específica para você, baseado no tipo de infecção que você tem. Ele também seleciona dosagem e duração específicas para o seu tratamento. Um antibiótico usado para tratar uma doença prévia pode não funcionar contra a infecção que você tem agora, por isso é melhor procurar o aconselhamento médico antes de tentar se automedicar.


MULTIPLICAÇÃO BACTERIANA:

* Conjugação (sexuada) Tipo de reprodução menos frequente entre as bactérias, onde uma célula, com fator de fertilidade (bactéria "macho"), através de uma ponte citoplasmática, transfere parte de seu material genético para outra célula sem este fator (bactéria "fêmea"). Posteriormente, as células se separam e a célula "fêmea" dará origem às células filhas: Uma com, outras sem o fator de fertilidade.

Observação 
* Seleção natural: As mutações são um processo aleatório e constante. Enquanto ocorrem, a seleção natural decide que mutações sobreviverão e quais desaparecerão. Se a mutação for prejudicial, o organismo que a apresenta terá uma chance muito menor de sobreviver e de se reproduzir. Se a mutação for benéfica, o organismo que a apresenta sobreviverá e se reproduzirá, e a mutação será passada para os seus descendentes. Assim, a seleção natural guia o processo evolutivo para incorporar apenas as boas mutações na espécie e eliminar as mutações nocivas....em cada geração, há uma taxa de nascimento de indivíduos que é maior que a taxa dos mesmo que sobrevivem até a maturidade e a reprodução. Aqueles que têm sucesso, ou seja, os mais aptos, trazem consigo características transmissíveis que não apenas promovem sua própria sobrevivência, mas também são passadas preferencialmente para seus descendentes. Sob esta perspectiva, a seleção natural nada mais é do que a soma de todos os fatores que agem no sentido de promover o sucesso reprodutivo de alguns indivíduos (e sua ausência em outros). Acrescente a dimensão do tempo, e, ao longo de gerações, a seleção natural agirá no sentido de alterar a complexidade de cada linhagem em evolução, à medida que variações vantajosas tornam-se comuns na população às custas daquelas menos vantajosas. Observaremos agora um exemplo de seleção natural extraído de Como funcionam as baleias. Os ancestrais das baleias viviam na terra. Existem evidências de que a baleia evoluiu da vida na terra para a vida no mar. Mas como e por que isso aconteceu? O "por que" geralmente é atribuído à abundância de alimentos no mar. Basicamente, as baleias foram onde estava a comida. O "como" é um pouco mais complicado: baleias são mamíferos, como os humanos, e como nós viviam e se moviam em terra firme, respirando ar em seus pulmões. Como então se tornaram criaturas marinhas? Um aspecto desta evolução, de acordo com Tom Harris, autor de Como funcionam as baleias, é explicado da seguinte maneira: Para fazerem esta transição, as baleias tiveram que superar inúmeros obstáculos. Em primeiro lugar, tiveram que lidar com o acesso reduzido ao ar respirável. Isso levou a várias adaptações notáveis. O "nariz" das baleias saiu da face e foi parar no alto de sua cabeça. Este orifício de respiração permite que respirem sem emergirem totalmente. Em vez disso, uma baleia nada próximo à superfície, arqueia o corpo emergindo brevemente as costas e, então, flexiona a cauda, impelindo-a rapidamente a profundidades maiores. Embora pareça estranho o "nariz" da baleia ter realmente trocado de posição, a teoria da evolução explica este fenômeno como um longo processo, que leva milhões de anos para ocorrer:

* A mutação aleatória resultou em pelo menos uma baleia cujas informações genéticas colocaram seu "nariz" mais para cima, em sua cabeça; as baleias com esta mutação estavam mais equipadas para o ambiente marinho (onde a comida estava) que as baleias "normais", de modo que sobreviveram e se reproduziram, passando esta mutação genética para seus descendentes: a seleção natural "escolheu" esta característica como favorável; em gerações sucessivas, mutações adicionais colocaram o nariz mais para trás na cabeça, porque as baleias com esta mutação estavam mais propensas a se reproduzir e a passar seu DNA alterado às próximas gerações. Finalmente, o nariz da baleia chegou à posição em que o vemos hoje. A seleção natural escolhe as mutações genéticas que tornam o organismo mais adequado ao seu ambiente e, portanto, mais propenso a sobreviver e a se reproduzir. Assim, os animais da mesma espécie que terminam em ambientes diferentes podem evoluir de forma completamente distintas.


* Divisão Binária (assexuada): Tipo de reprodução mais frequente entre as bactérias, onde a célula se divide, dando origem a outra idêntica. Este processo leva, em média, uma hora para se concluir.

OBS: Partenogênese:Tipo de reprodução onde uma célula "fêmea" origina outro ser sem a participação do macho.

INFECÇÃO HOSPITALAR: É a infecção que se manifesta, em média, 72 horas após a internação, não podendo a mesma estar em período de incubação (do contágio ao sintoma).


CONCEITOS IMPORTANTES:

- Sepse: É a presença de agentes patogênicos no organismo, onde a consequente multiplicação pode ocasionar a sepsemia (infecção generalizada).
- Assepsia: Eliminação total ou parcial de micro-organismos patogênicos em superfícies inertes.
- Antissepsia: Eliminação parcial de micro-organismos patogênicos em tecido vivo.
- Conduta asséptica: Consiste na não contaminação de áreas descontaminadas.
- Degermação: Descontaminação parcial da pele através da escovação e utilização de degermantes ou detergentes (degermante = substâncias para assepsia à base de iodo ou cloro).
- Desinfecção: Eliminação parcial de micro-organismos patogênicos, sem alcançar formas esporuladas.
- Esterilização: Eliminação de todas as formas de vida microbianas através da utilização de agentes químicos (aldeído e óxido etileno) ou agentes físicos (flambagem, radiação ultravioleta, estufa, autoclave - vapor saturado sob pressão).
- Microbiota ou Flora Bacteriana Transitória: População de bactérias que está presente em determinada área do corpo, de forma esporádica, podendo a microbiota transitória da pele ser totalmente eliminada com a degermação.
- Microbiota ou Flora Bacteriana Residente: População de bactérias que vive e se multiplica em determinada área do corpo e, mesmo com a degermação (pele), só será eliminada, no máximo, 50%.


DEFINIÇÃO DE VÍRUS:




DEFINIÇÃO DE BACTÉRIA




ESTRUTURA DE VÍRUS




ESTRUTURA DA BACTÉRIA


Aparelho para Radiografia I

Aparelho para Radiografia I

O QUE É RADIOGRAFIA ?

Os exames radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton. Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sangüíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitaram o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.


Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

O QUE É ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA ?

A ultrassonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo elétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito Doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e oblíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

CARACTERÍSTICAS:
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
-É um método não invasivo ou minimamente invasivo.

-Apresenta a anatomia em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem se adquiridas em qualquer orientação espacial.

-Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnostico na medicina.

-Não utiliza radiação ionizante.

-Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler.
-Permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais. O método ultra-sonográfico baseia-se no fenômeno de interação de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

A ultrassonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo sua aplicação mais ampla atualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebê desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfofuncionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento. Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais firma-se como um dos pilares do diagnóstico médico na atualidade.

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ?

A tomografia computadorizada ou computorizada (TC), originalmente apelidada tomografia axial computadorizada / computorizada (TAC), é um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.

PRINCÍPIOS FÍSICOS:

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio presente nos ossos), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).
Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).

PROCEDIMENTO:

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de Raios-X, num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. Nas máquinas sequenciais ou de terceira geração, durante o exame, o “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X, que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.Os equipamentos designados “helicoidais”, ou de quarta geração, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando, portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas. A hélice é possível porque a mesa de pacientes, ao invés de ficar parada durante a aquisição, durante o corte, tal como ocorre na tomografia convencional, avança continuamente durante a realização dos cortes. Na tomografia convencional a mesa anda e pára a cada novo corte. Na helicoidal a mesa avança enquanto os cortes são realizados.Atualmente também é possível encontrar equipamentos denominados DUOSLICE, e MULTISLICE, ou seja, multicorte, que, após um disparo da ampola de raios x, fornecem múltiplas imagens. Podem possuir 2, 8, 16, 64 e até 128 canais, representando maior agilidade na execução do exame diagnostico. Há um modelo, inclusive, que conta com dois tubos de raios-x e dois detectores de 64 canais cada, o que se traduz em maior agilidade para aquisição de imagens cardíacas, de modo que não é necessário o uso de beta-bloqueadores. Permite também aquisições diferenciais, com tensões diferentes em cada um dos emissores, de modo a se obter, por subtração, realce de estruturas anatômicas.Com essa nova tecnologia é possível prover reconstruções 3D, MPR (MultiPlanarReconstrucion) ou até mesmo mensurar perfusões sanguíneas.

CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS:

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas.
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas. E apos processos de reconstrução matemática, obtemos o Voxel (unidade 3D) capaz de designar profundidade na imagem radiológica. O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0, 023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm). Não devemos esquecer que FOV grande representa perda de foco, e consequentemente radiação x secundaria.
Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais RX o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos. A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

zero unidades Hounsfield (0 HU) é a água,

ar -1000 (HU),

osso de 300 a 350 HU;

gordura de –120 a -80 HU;

músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma, ou seja, qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela. O uso de diferentes janelas em tomografia permite, por exemplo, o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio, ou seja, é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tridimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).

VANTAGENS E DESVANTAGENS:

VANTAGENS:
A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida. Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%. Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS:
Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível, sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios. Apesar da radiação ionizante X, o exame tornasse com o passar dos anos o principal metodo de diagnostico por imagem, para avaliação de estruturas anatômicas com densidade significativa. O custo do exame não é tão caro como outrora, se comparado ao raios x convencional. Oferecendo ao profissional medico um diagnostico rápido e cada vez mais confiável.

Aparelho para Densitometria Óssea I

Aparelho para Densitometria Óssea I

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA ?

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.

Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.

As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e conseqüente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.

É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.

O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada, desde que o médico possa precisar o real estado de saúde do paciente.

Aparelho para Mamografia I

Aparelho para Mamografia I

O QUE É MAMOGRAFIA ?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário.

É o exame das mamas realizado com baixa dose de raios X em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. Pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas. O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido. Um exame anual de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima de 40 anos. Resultados registrados pela American Câncer Society, em uma recente avaliação em oito clínicas escolhidas aleatoriamente, demonstraram que houve 18% menos mortes em decorrência de câncer mamário entre mulheres com 40 anos ou mais que haviam feito mamografia periodicamente. Os benefícios da mamografia quanto a uma descoberta precoce e a possibilidade do tratamento do câncer mamário são muito significativos, compensando o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem durante o exame.

Aparelho de Ressonância Magnética I

Aparelho de Ressonância Magnética I

O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ?

Ressonância magnética é uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro eletromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso se dá necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Em espectroscopia, o processo de ressonância magnética é similar aos demais. Pois também ocorre a absorção ressonante de energia eletromagnética, ocasionada pela transição entre níveis de energia rotacionais dos núcleos atômicos, níveis estes desdobrados em função do campo magnético através do efeito Zeeman anômalo.
Como o campo magnético efetivo sentido pelo núcleo é levemente afetado (perturbação essa geralmente medida em escala de partes por milhão) pelos débeis campos eletromagnéticos gerados pelos elétrons envolvidos nas ligações químicas (o chamado ambiente químico nas vizinhanças do núcleo em questão), cada núcleo responde diferentemente de acordo com sua localização no objeto em estudo, atuando assim como uma sonda sensível à estrutura onde se situa.

MAGNETISMO MACROSCÓPICO E MICROSCÓPICO:

O efeito da ressonância magnética nuclear fundamenta-se basicamente na absorção ressonante de energia eletromagnética na faixa de freqüências das ondas de rádio. Mais especificamente nas faixas de VHF.

Mas a condição primeira para absorção de energia por esse efeito é de que os núcleos em questão tenham momento angular diferente de zero.
Núcleos com momento angular igual a zero não tem momento magnético, o que é condição indispensável a apresentarem absorção de energia eletromagnéticas. Razão, aliás, pertinente a toda espectroscopia. A energia eletromagnéticas só pode ser absorvida se um ou mais momentos de multipolo do sistema passível de absorvê-la são não nulos, além do momento de ordem zero para eletricidade (equivalente à carga total). Para a maior parte das espectroscopias, a contribuição mais importante é aquela do momento de dipolo. Se esta contribuição variar com o tempo, devido a algum movimento ou fenômeno periódico do sistema (vibração, rotação, etc), a absorção de energia da onda eletromagnéticas de mesma freqüência (ou com freqüências múltiplas inteiras) pode acontecer. Um campo magnético macroscópico é denotado pela grandeza vetorial conhecida como indução magnética B (ver Equações de Maxwell). Esta é a grandeza observável nas escalas usuais de experiências, e no sistema SI é medida em Tesla, que é equivalente a Weber/m3.

Em nível microscópico, temos outra grandeza relacionada, o campo magnético H, que é o campo que se observa a nível microscópico. No sistema SI é medido em Ampere/m. Rigorosamente, núcleos não apresentam spin, mas sim momento angular (exceção feita somente ao núcleo do isótopo 1 do hidrogênio, que é constituído por um único próton). Embora o spin possa ser considerado um momento angular, por terem ambos as mesmas unidades e serem tratados por um formalismo matemático e físico semelhante, nem sempre o oposto ocorre. O spin é intrínseco, ao passo que objetos compostos tem momento angular extrínseco. Contudo, motivos históricos e continuado costume levaram a esse abuso de linguagem, tolerado e talvez tolerável em textos não rigorosos. Um motivo a mais de complicação é o fato de que a moderna física de partículas considerar que certas partículas, antes pensadas como elementares (e, portanto possuindo spin), sejam compostas (próton e nêutron compostos de quarks). Assim, fica um tanto impreciso o limite entre os casos onde se deva usar o termo spin e os casos onde se deva usar o termo momento angular.

Aparelho de Radioterapia I

Aparelho de Radioterapia I

O QUE É RADIOTERAPIA ?

Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:
Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares; e

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

RADIOTERAPIA EXTERNA:

É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1 cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

EQUIPAMENTOS DE QUILOVOLTAGEM:

São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

EQUIPAMENTOS DE MEGAVOLTAGEM:

Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25 cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

BRAQUITERAPIA:

A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os órgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

IMPORTANTE - COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS

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Adendo I

Adendo II

Adendo III

PROGRAMA BÁSICO DE RADIOLOGIA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

PROGRAMA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA

· PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FÍSICA DAS RADIAÇÕES.


· ELEMENTOS DE RADIOGRAFIA.

· FORMAÇÃO DA IMAGEM.

· RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.

· ACESSÓRIOS DE UM APARELHO DE RAIOS X.

· COMPOSIÇÃO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS

· CÂMARA CLARA E CÂMARA ESCURA.

· MANIPULAÇÃO DE QUÍMICOS: REVELADOR E FIXADOR, ÉCRANS, INTENSIFICADORES, CHASSIS, PROCEDIMENTOS DE FILMES RADIOGRÁFICOS.

· PROTEÇÃO RADIOLÓGICA.

· ANATOMIA HUMANA.

· TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS.

· INCIDÊNCIA BÁSICA E ACESSÓRIA.

· CRÂNIO E FACE, MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES, COLUNA VERTEBRAL, PELVE, TÓRAX, ABDOME E CUIDADOS NOS PROCEDIMENTOS RADIOGRÁFICOS.

· PROTOCOLO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.

· PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE EXAME EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

. NOÇÕES DE MAMOGRAFIA.

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