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07) Anatomia Humana

08) Neuroanatomia

09) Fisiologia Geral

10) Farmacologia Geral

11) Microbiologia Geral

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13) Controle de Infecção em Serviços de Saúde

14) Epidemiologia e Saúde Pública

15) Sistema de Saúde Pública no Brasil

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domingo, 5 de junho de 2011

207) GLOSSÁRIO DE EXAMES RADIOLÓGICOS

ANGIOCARDIOGRAFIA
Radiografia do coração e grandes vasos após introdução de material de contraste em um vaso sanguíneo ou em uma das câmaras cardíacas. As imagens obtidas auxiliam na determinação de vários parâmetros de função ventricular, incluindo frações de ejeção ventriculares, débito cardíaco, taxas de ejeção, volume-contração, volume diastólico final, e volume sistólico final bem como para testar efeitos do exercício.

ANGIOGRAFIA
A visualização radiográfica dos vasos sanguíneos em seguida à introdução de material de contraste; usada como auxílio diagnóstico em condições tais como ataques vasculares cerebrais (derrames) e infartos do miocárdio.

ANGIOGRAMA
Radiografia obtida na angiografia.

ANGIOPLASTIA
Reconstrução de um vaso sangüíneo.

ARTERIOGRAMA
Uma radiografia de uma artéria após injeção de um meio radiopaco.

ARTROGRAFIA
Radiografia de uma articulação após a injeção de material de contraste opaco.

AUTO-RADIOGRAFIA
Uma radiografia de um objeto ou tecido, registrando a radiação emitida pelo material radioativo dentro dele, especialmente depois da introdução proposital de material radioativo.

BÁRIO
Elemento metálico, alcalino, terroso, divalente, símbolo Ba, peso at. 137,36, numero at. 56. O Bário é uma substância que tem opacidade diferente da camada fina em radiografias ou tomografias computadorizadas. É utilizado para tornar opaco partes do trajeto digestivo.

BIORRADIOGRAFIA
Radiografia de indivíduos em movimento.

BRAQUITERAPIA
Radioterapia em que a fonte de irradiação é colocada próxima a superfície corporal ou dentro de uma cavidade corporal. Por exemplo; aplicação de rádio no colo uterino.

CINTILOGRAFIA CARDÍACA
Implica na administração intravenosa de um radiofármaco, o qual se localiza, tipicamente, dentro do miocárdio normal ou anormal, na reserva sangüínea cardíaca ou delineia o fluxo sangüíneo. A reprodução de imagens subseqüentes é realizada com uma câmara gama.

COLANGIOPANCREATOGRAFIA
Exame radiológico dos ductos biliares e do pâncreas.

COLECISTOGRAFIA
Visualização da vesícula biliar pelos raios X depois da administração de uma substância radiopaca; como a tetraiodofenolftaleína sódica, ou um radiofármaco como o tecnécio-99m, com um detector adequado.

COLEDOCOGRAFIA
Exame radiográfico do canal biliar depois da administração de uma substância radiopaca.

COLIMAÇÃO
Em raios X o processo para restringir e limitar o feixe de raios X para uma área determinada e, em medicina nuclear, para restringir a detecção de irradiações emitidas em uma determinada área de interesse.

COLONOSCOPIA
Exame visual da superfície do cólon por meio de um colonoscópio.

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (TC)
Tomografia axial computadorizada; o conjunto de informação anatômica de um plano transversal ao corpo, apresentado como uma imagem gerada por uma síntese computadorizada pela transmissão de dados pelos raios X obtidos em várias direções diferentes através do plano específico.

TOMOGRAFIA AXIAL COMPUTADORIZADA
Aquela na qual o feixe de raios-x emergente é medido por um contador de cintilações; os impulsos eletrônicos são registrados em um disco magnético e a seguir são processados por um minicomputador para exibição por reconstrução do corpo em um tubo de raios catódicos.

CONTRASTE
1.O grau ao qual as áreas claras e escuras de uma imagem diferem em brilho ou em densidade óptica. Em radiologia, a diferença em densidade óptica em uma radiografia que resulta de uma diferença em radiotransparência ou penetrabilidade do paciente.
2. Substância radiopaca empregada em radiologia.

ECO-CARDIOGRAFIA EM CORTE TRANSVERSAL
Eco-cardiografia bidimensional.

CÂMARA ESCURA
É um recinto vedado à luz exterior, fracamente iluminado com luz vermelha, verde ou ambarina, e no qual se realiza o processo de revelação fotográfica dos filmes radiológicos.

CISTOGRAFIA
Radiografia da bexiga após injeção de uma substância opaca.

CISTOURETROGRAFIA
É o exame radiológico e fluoroscópico realizado para estudar o trato urinário baixo. Para a realização deste, exige-se a cateterização da bexiga, a instalação de contraste iodado, a observação fluoroscópica das estruturas opacificadas e registro (filme, digital ou vídeo) dos dados obtidos.

DACRIOCINTILOGRAFIA
Prova para determinar a permeabilidade do sistema lacrimal pela instilação de um isótopo radioativo, em geral tecnécio-99, no saco conjuntival e registrando a distribuição com uma câmara gama.

ILUMINAÇÃO EM CAMPO ESCURO
Método em que se usa um escudo negro circular para bloquear a maior parte dos raios luminosos dirigidos verticalmente (i.e., o campo está escuro), e utiliza-se uma superfície espelhada redonda, em ângulo adequado, para dirigir os raios periféricos horizontalmente contra o objeto, refletindo assim a luz verticalmente através da objetiva e ao longo do eixo óptico, dessa forma, o objeto é bem iluminado em fundo negro contrastante.

DENSITOMETRIA
Método que utiliza em densitômetro.

GRUPO DE DIAGNÓSTICOS RELACIONADOS (GDR)
Uma classificação de pacientes pelo diagnóstico ou por métodos cirúrgicos (às vezes incluindo a idade) em categorias diagnósticas principais (cada qual abrangendo doenças, distúrbios ou métodos específicos), com o objetivo de determinar o reembolso de custos hospitalares, com base na premissa de que o tratamento de diagnósticos clínicos semelhantes geraria custos semelhantes.

ARTERIOGRAFIA DIAGNÓSTICA
É um método estabelecido, seguro e preciso para avaliar doenças vasculares. É considerada como um protótipo radiográfico pelo qual a precisão de outras modalidades de imagens vasculares diagnósticas devem ser julgadas. É um procedimento invasivo com pequeno, mas definido risco de complicações.

ECO-CARDIOGRAFIA DOPPLER
Uso de técnicas ultrassonográficas de Doppler para aumentar o eco bidimensional, permitindo velocidades registradas dentro da imagem ecocardiografada.

ULTRASSONOGRAFIA DOPPLER
Que aplica o efeito DOPPLER, com reflexões do ultra-som desviadas pela freqüência, produzidas por alvos móveis (geralmente hemácias) na corrente sangüínea ao longo do eixo do ultra-som, diretamente proporcionais à velocidade de movimento dos alvos, para determinar tanto a direção quanto a velocidade do fluxo sangüíneo.

DOSIMETRISTA
Um especialista que planeja um padrão técnico ideal de dosagem para o tratamento com radiação ou estabelece um padrão de soma de isodoses para o tratamento com radiação por meio de curvas de isodoses ou outros dados fornecidos por um físico de radiação.

ECOCARDIOGRAMA
Registro ultra-sonográfico

ECOENCEFALOGRAFIA
Uso de ultra-som refletido no diagnóstico de processos intracranianos.

ECOGRAFIA
Ultrassonografia; o uso de ultra-som como recurso diagnóstico. Ondas de ultra-sons são dirigidas aos tecidos e um registro é feito, como em um osciloscópio, das ondas refletidas de volta através dos tecidos , o qual indica interfaces de diferentes densidades acústicas, e assim diferencia entre estruturas sólidas e císticas.

ELETROENCEFALOGRAMA
Um registro dos potenciais no crânio gerados por correntes emanados espontaneamente das células nervosas no cérebro. A freqüência dominante destes potenciais é cerca de 8 a 10 ciclos por segundo e a amplitude cerca de 10 a 100 microvolts. As flutuações no potencial são vistas sob a forma de ondas, as quais se correlacionam bem com diferentes condições neurológicas e assim são usadas como critérios diagnósticos.

ELETROCARDIOGRAMA
Um traçado gráfico das variações em potencial elétrico causadas pela excitação do músculo cardíaco e detectadas na superfície do corpo. O eletrocardiograma normal é uma representação escalar que mostra deflexões resultantes da atividade arterial e ventricular sob forma de alterações na magnitude da voltagem na polaridade (positiva e negativa) como tempo.

ESOFAGOGRAFIA
É o exame do esôfago realizado pela técnica de simples ou duplo contraste, são procedimentos profícuos e comprovados para avaliação do esôfago. Tem o objetivo de estabelecer a ausência ou a presença de doença, e a natureza e extensão da mesma, por meio de estudos de qualidade otimizada com quantidade mínima de radiação.

UROGRAFIA EXCRETORA
Consiste em representação de imagens diagnósticas dos rins e do trato urinário, antes e depois da administração da substância contrastante intravascular. Uma ou mais radiografias abdominais são obtidas antes da aplicação intravascular do contraste. Logo após a injeção do contraste, são feitas radiografias para avaliar o parênquima renal, o sistema coletor, os ureteres e a bexiga urinária. A combinação da morfologia anatômica e o percurso fisiológico da substância contrastante intravascular pode revelar anormalidades dos rins e do trato urinário. Ocasionalmente, anormalidades de estruturas adjacentes podem ser detectadas. Outras denominações podem ser dadas a este tipo de exame, como: urografia intravenosa e pielografia intravenosa.

FLUOROMETRIA
Um método analítico para determinar compostos fluorescentes, utilizando um feixe de luz ultravioleta que excita os compostos e determina a emissão de luz visível.

FLUOROSCOPIA
Radioscopia; exame dos tecidos e estruturas profundas do corpo por meio de raios X, utilizando-se o fluoroscópio.

GADOLÍNIO
Um elemento raro de nº atômico 64, peso atômico 157,25, símbolo Gd; gadolínio gelado é usado como agente de contraste paramagnético em imagem de ressonância magnética.

GALACTOGRAFIA
Radiografia dos canais mamários após injeção de uma substância radiopaca no sistema canalicular.

MEDIASTINOGRAFIA GASOSA
Exame radiográfico do mediastino depois da injeção de ar (pneumomediastino artificial).

GASTROINTESTINAL
Gastrintestinal; gastroentérico; relativo ao estômago e aos intestinos.

GASTROJEJUNOSTOMIA
Estabelecimento de uma comunicação direta entre o estômago e o jejuno.

GASTROSCOPIA
Inspeção da superfície interna do estômago por meio de um endoscópio.

GENITOGRAFIA
Radiografia do seio urogenital e estruturas ductais internas após injeção de um meio de contraste através da abertura do seio.

CINTILOGRAFIA HEPATOBILIAR
Implica na injeção intravenosa de um radiofármaco hepato-biliar marcado com tecnécio 99-m e reprodução de imagens subseqüentes com uma câmara gama. Freqüentemente, são realizadas intervenções farmacológicas, como parte ou suplemento para o estudo. A avaliação quantitativa de função também pode ser realizada.

BRAQUITERAPIA COM ALTO ÍNDICE DE RADIAÇÃO
É a braquiterapia que utiliza isótopos altamente ativos, incluindo o irídio-192 e o cobalto-60 em doses de 20 cGy ou mais, por minuto, no ponto designado. É indicada para tratamentos de malignidades cujos locais possam ser bem definidos e acessíveis aos aplicadores para conduzirem as fontes.

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE ALTA RESOLUÇÃO
Tomografia computadorizada que produz imagens com um alto grau de resolução espacial e detalhe anatômico usando um scanner de alta velocidade, fatias finas e um algoritmo especial para reconstrução da imagem.

HISTEROSSALPINGOGRAFIA
Ginecografia; uterotubografia; radiografia do útero e das trompas depois da injeção de um material radiopaco.

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA
O ramo de radiologia que se ocupa com a realização de diagnóstico e tratamento de doenças por uma variedade de procedimentos percutâneos efetuados sob a orientação de imagem radiológica.

VENOGRAFIA INTRA-ÓSSEA
Radiografia das veias após injeção do meio de contraste dentro da medula óssea em um local apropriado, tal como a crista ilíaca, ísquio, ossos púbicos, trocânter maior, processos espinhosos das vértebras, ou esterno.

IRRADIAÇÃO
Bombardeio de uma substância por um feixe de partículas.

LAPAROSCÓPIO
Um instrumento comparável a um endoscópio que, quando inserido na cavidade peritoneal, permite que ela seja inspecionada.

LINFAGIOGRAFIA
Visualização radiológica de linfáticos e linfonodos após a injeção de um meio de contraste; um tipo de linfografia.

LITOTRIPSIA EXTRACORPÓREA
É a fragmentação de cálculos renais por ondas de choque, sem anestesia ou internamento.É necessário frisar que este procedimento embora seja um avanço tecnológico fantástico não é um procedimento tão usual assim, não tem indicação para todo calculo urinário, apesar de haver uso exagerado da parte de alguns médicos que fazem altos investimentos nesse tipo de aparelho. O calculo urinário tem tendência natural à eliminação espontânea e a litotripsia extracorpórea tem indicações precisas.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
É um método de reprodução de imagens diagnósticas em múltiplos planos, baseadas na interação entre os campos eletromagnéticos de radiofreqüência (RF) e certos núcleos no corpo (geralmente, núcleos de hidrogênio) depois do mesmo ter sido colocado num potente campo magnético. A RM demonstra os tecidos normais e pode diferenciar a anormalidade e a normalidade dos mesmos, fornecendo uma sensível investigação para detectar a doença. Esta sensibilidade está baseada num alto grau de contraste próprio, devido às variações nas propriedades de relaxamento magnético dos diferentes tecidos e a dependência do sinal da RN (ressonância) nestas propriedades teciduais.

MAMOGRAFIA
Exame radiográfico da mama por meio de raios X, ultra-som , ressonância magnética nuclear.

MEDIASTINOGRAFIA
Exame radiográfico do mediastino.

FÍSICO-MÉDICO
É o profissional que tem competência para praticar, independentemente, uma ou mais especialidades da área físico-médica. As especialidades físico-médicas são: Radioterapeuta, Radiodiagnóstica, Médica Nuclear e Radiológica.

MOLIBDÊNIO – 99
Radioisótopo do molibdênio produzido em reator, com meia-vida de 68,3 horas, usado na fabricação de geradores de radionuclídeo para a produção do tecnécio-99m.

MIELOGRAFIA
É uma importante modalidade diagnóstica com ampla extensão de processos de enfermidades raquidianas. Pode ser realizado nas regiões cervical, torácica e/ou lombar.

NEFROTOMOGRAMA
Radiografia seccional dos rins após a administração intravenosa de material de contraste iodado hidrossolúvel com o objetivo de melhorar a visualização de anomalias parenquimatosas renais.

NEFROTOMOGRAFIA
Exame radiológico do rim por tomografia.

PANCREATOGRAFIA
Visualização radiológica dos ductos pancreáticos; após injeção de material radiopaco no sistema coletor.

PANTOMÓGRAFO
Aparelho que permite a visualização de toda a dentição, do osso alveolar e das estruturas contíguas em uma única radiografia extra-oral.

ANGIOGRAFIA PULMONAR
Visualização radiográfica dos vasos pulmonares após injeção de material de contraste; usualmente na artéria pulmonar; é usada para detectar embolia pulmonar ou menos freqüentemente para delinear más formações arteriovenosas pulmonares, varizes pulmonares ou anatomia vascular pulmonar.

ARTERIOGRAFIA PULMONAR
É o exame padrão-ouro no diagnóstico de embolia pulmonar e é obrigatório para planejamento de pré-operatório de tromboembololectomia pulmonar.

PIELOGRAFIA
Pelve-ureterografia; pieloureterografia; ureteropielografia; estudo radiológico do rim e do sistema coletor renal, em geral realizado com o auxílio de um agente de contraste injetado por via intravenosa ou de forma direta, através de uma sonda uretal ou por via percutânea.

SIALOGRAFIA
A Sialografia convencional promove uma imagem com grande qualidade em resolução espacial. Este é o exame indicado para exploração detalhada da anatomia dos ductos salivares na busca de anormalidades. É um exame mais apurado e extremamente útil quando queremos verificar a situação do sistema ductal. É o método de diagnóstico por imagem. Sialografia é o exame realizado com o uso de contraste, para localização de cálculos salivares. Radiografia com contraste.

RADARCIMOGRAFIA
Acompanhamento no vídeo do movimento cardíaco mediante a intensificação da imagem e circuito fechado de televisão durante a fluoroscopia; possibilita a medida do movimento cardíaco por traçado gráfico linear reprodutível.

RADIAÇÃO
Energia transmitida por ondas através do espaço ou através de algum meio; usualmente referindo-se à radiação eletromagnética quando usado sem um modificador. Por extensão, uma corrente de partículas alfa.

RÁDIO
Energia radiante, raios ou radiação ionizante; uma forma de combinação que denota um isótopo radioativo do elemento ao qual ela está afixada, e.g. radio carbono, radio ouro.

RADIOATIVIDADEA qualidade de emitir ou a emissão de radiações corpusculares ou eletromagnéticas conseqüente a desintegração nuclear, uma propriedade natural de todos os elementos químicos de um número atômico acima de 83, e possível de indução em todos os outros elementos conhecidos.

RADIOBIOLÓGICO
Relativo à radiobiologia: concernente à resposta celular e tecidual à irradiação.

RADIOFREQÜÊNCIA
Energia radiante em uma determinada faixa de frequência; p. ex., o rádio e a televisão empregam energia radiante com frequencia entre 105 e 1011 Hz, enquanto que os raios X para diagnóstico possuem uma frequência na faixa de 3x 1018 Hz.

RADIOGRAFIA
Roentgenografia; exame de qualquer parte do corpo para fins diagnósticos através de raios X, com o registro dos achados sendo geralmente impressos em um filme fotográfico.

RADIOISÓTOPO
Um isótopo que é radioativo, i. e., tem um núcleo instável, o que lhe confere a propriedade de decaimento por um ou mais dentre vários processos. Ele pode ser produzido a partir do isótopo estável do elemento por irradiação em um cíclotron ou reator nuclear. Os radioisótopos têm importantes usos diagnósticos e terapêuticos em medicina clínica e pesquisa.

RADIOPACO
Não penetrável por raios x ou outras formas de energia radiante; as áreas radiopacas aparecem em claro ou branco no filme exposto.

RADIOFÁRMACOS
São agentes radioativos utilizados para objetivos diagnósticos ou terapêuticos. Podem demonstrar diferentes características farmacocinéticas em tecidos ou fluídos do corpo, normais ou anormais. As imagens estáticas e as informações dinâmicas relacionadas ao tempo, são obtidas através de equipamentos especiais, que registram o padrão espacial e, freqüentemente, temporal do radiofármaco administrado.

SALPINGOGRAFIA
Imagem radiológica das trompas de Falópio após a injeção de uma solução de uma substância radiopaca.

SALPINGOSCOPIA
Visualização das trompas de Falópio, geralmente pelos raios X ou através de um culdoscópio.

SCAN
Forma abreviada de cintilografia, em geral precedida pelo órgão ou estrutura examinado, por exemplo, cintilografia cerebral.

SCANNER
Dispositivo ou instrumento que realiza a varredura.

CINTILOGRAFIA
A produção de imagens bidimensionais da distribuição da radioatividade nos tecidos após a administração interna de radionuclídeo, as imagens são obtidas por uma câmara de cintilação.

SINOGRAFIA
Radiografia dos seios ou de uma fístula patológica.

ESTEREOCINEFLUOROGRAFIA
Registro fotográfico por câmara cinematográfica de imagens de raios X produzidas por estereofluoroscopia, fornecendo visualização tridimensional.

TECNÉCIO
Elemento radioativo artificial; de símbolo Tc, no. Atômico 43, artificialmente produzido em 1973 por bombardeio de molibdênio por nêutrons; também é um produto da fissão do urânio-235.

TECNÉCIO-99m
Radioisótopo do tecnécio que decai por transição isométrica, emitindo um raio gama essencialmente monoenergética de 140 keV com uma meia vida física de 6 horas. Geralmente é obtido a partir de um gerador de radionucleotídios de molibdênio-99 e é usado para preparar rádio fármacos para cintilografia do cérebro, da parótida, da tireóide, dos pulmões, acúmulos de sangue, fígado, baço, rim, aparelho de drenagem lacrimal, osso e medula óssea.

TELERRADIOGRAFIA
A imagem obtida por teleradiografia.

TELETERAPIA
Terapia pelos raios X administrada a uma distância do corpo.

TOMOGRAFIA
Radiografia seccional; planigrafia; planografia; estratigrafia; laminagrafia; a realização de radiografias seccionais colocando-se o tubo de raios X em um movimento curvilíneo sincrônico com o movimento recíproco do filme, enquanto o paciente permanece imóvel; o plano escolhido para a imagem permanece estacionário ao se mover o filme, ao passo que as estruturas em todos os demais planos sofrem um deslocamento relativo no filme e, portanto, ficam obliteradas ou borradas.

ULTRASSONOGRAFIA
Ecografia; sono grafia; a localização medida ou delineação de estruturas profundas por meio da medida da reflexão ou transmissão de ondas de alta freqüência ou ultra-sônicas.

ULTRASSOM
Som com freqüência maior que 30.000Hz, utilizado para obter imagens com fins de diagnóstico médico.

URETROCISTOGRAFIA
Radiografia da uretra e bexiga após a injeção de um meio de contraste.

UROGRAFIA
Radio-injeção percutânea de um agente de contraste com uma agulha ou cateter nos
cálices ou pelve renal (pielografia anterógrada) ou na bexiga (cistografia anterógrada).

URORRADIOLOGIA
Exame das vias urinárias por um dos métodos de imageamento da radiologia.

VENOGRAFIA
Visualização radiológica de uma veia, após a injeção de uma substância radiopaca.

VENTRICULOGRAFIA
1.Radiografia da cabeça após remoção de líquido cérebro-espinhal dos ventrículos cerebrais e sua substituição por ar ou outro meio de contraste.
2.Radiografia de um ventrículo do coração após injeção de um meio de contraste.

XEROMAMOGRAFIA
Exame radiográfico da mama com a imagem produzida por toner pulverizado seco sobre papel, a partir de uma placa carregada eletrostaticamente e não em um filme radiográfico.

XEROGRAFIA
Xerorradiografia, a realização de um radiograma através de uma placa carregada e especialmente revestida e desenvolvida com um pó seco e não com substâncias químicas líquidas.

ZEUMATOGRAFIA
Uma técnica de ressonância magnética nuclear que é sensível a água em sistemas biológicos e pode fornecer em quadro tridimensional do interior de objetos em um campo magnético.

Aparelho para Radiografia I

Aparelho para Radiografia I

O QUE É RADIOGRAFIA ?

Os exames radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton. Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sangüíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitaram o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.


Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

O QUE É ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA ?

A ultrassonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo elétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito Doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e oblíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

CARACTERÍSTICAS:
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
-É um método não invasivo ou minimamente invasivo.

-Apresenta a anatomia em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem se adquiridas em qualquer orientação espacial.

-Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnostico na medicina.

-Não utiliza radiação ionizante.

-Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler.
-Permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais. O método ultra-sonográfico baseia-se no fenômeno de interação de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

A ultrassonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo sua aplicação mais ampla atualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebê desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfofuncionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento. Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais firma-se como um dos pilares do diagnóstico médico na atualidade.

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ?

A tomografia computadorizada ou computorizada (TC), originalmente apelidada tomografia axial computadorizada / computorizada (TAC), é um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.

PRINCÍPIOS FÍSICOS:

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio presente nos ossos), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).
Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).

PROCEDIMENTO:

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de Raios-X, num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. Nas máquinas sequenciais ou de terceira geração, durante o exame, o “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X, que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.Os equipamentos designados “helicoidais”, ou de quarta geração, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando, portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas. A hélice é possível porque a mesa de pacientes, ao invés de ficar parada durante a aquisição, durante o corte, tal como ocorre na tomografia convencional, avança continuamente durante a realização dos cortes. Na tomografia convencional a mesa anda e pára a cada novo corte. Na helicoidal a mesa avança enquanto os cortes são realizados.Atualmente também é possível encontrar equipamentos denominados DUOSLICE, e MULTISLICE, ou seja, multicorte, que, após um disparo da ampola de raios x, fornecem múltiplas imagens. Podem possuir 2, 8, 16, 64 e até 128 canais, representando maior agilidade na execução do exame diagnostico. Há um modelo, inclusive, que conta com dois tubos de raios-x e dois detectores de 64 canais cada, o que se traduz em maior agilidade para aquisição de imagens cardíacas, de modo que não é necessário o uso de beta-bloqueadores. Permite também aquisições diferenciais, com tensões diferentes em cada um dos emissores, de modo a se obter, por subtração, realce de estruturas anatômicas.Com essa nova tecnologia é possível prover reconstruções 3D, MPR (MultiPlanarReconstrucion) ou até mesmo mensurar perfusões sanguíneas.

CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS:

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas.
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas. E apos processos de reconstrução matemática, obtemos o Voxel (unidade 3D) capaz de designar profundidade na imagem radiológica. O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0, 023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm). Não devemos esquecer que FOV grande representa perda de foco, e consequentemente radiação x secundaria.
Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais RX o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos. A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

zero unidades Hounsfield (0 HU) é a água,

ar -1000 (HU),

osso de 300 a 350 HU;

gordura de –120 a -80 HU;

músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma, ou seja, qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela. O uso de diferentes janelas em tomografia permite, por exemplo, o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio, ou seja, é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tridimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).

VANTAGENS E DESVANTAGENS:

VANTAGENS:
A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida. Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%. Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS:
Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível, sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios. Apesar da radiação ionizante X, o exame tornasse com o passar dos anos o principal metodo de diagnostico por imagem, para avaliação de estruturas anatômicas com densidade significativa. O custo do exame não é tão caro como outrora, se comparado ao raios x convencional. Oferecendo ao profissional medico um diagnostico rápido e cada vez mais confiável.

Aparelho para Densitometria Óssea I

Aparelho para Densitometria Óssea I

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA ?

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.

Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.

As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e conseqüente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.

É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.

O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada, desde que o médico possa precisar o real estado de saúde do paciente.

Aparelho para Mamografia I

Aparelho para Mamografia I

O QUE É MAMOGRAFIA ?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário.

É o exame das mamas realizado com baixa dose de raios X em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. Pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas. O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido. Um exame anual de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima de 40 anos. Resultados registrados pela American Câncer Society, em uma recente avaliação em oito clínicas escolhidas aleatoriamente, demonstraram que houve 18% menos mortes em decorrência de câncer mamário entre mulheres com 40 anos ou mais que haviam feito mamografia periodicamente. Os benefícios da mamografia quanto a uma descoberta precoce e a possibilidade do tratamento do câncer mamário são muito significativos, compensando o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem durante o exame.

Aparelho de Ressonância Magnética I

Aparelho de Ressonância Magnética I

O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ?

Ressonância magnética é uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro eletromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso se dá necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Em espectroscopia, o processo de ressonância magnética é similar aos demais. Pois também ocorre a absorção ressonante de energia eletromagnética, ocasionada pela transição entre níveis de energia rotacionais dos núcleos atômicos, níveis estes desdobrados em função do campo magnético através do efeito Zeeman anômalo.
Como o campo magnético efetivo sentido pelo núcleo é levemente afetado (perturbação essa geralmente medida em escala de partes por milhão) pelos débeis campos eletromagnéticos gerados pelos elétrons envolvidos nas ligações químicas (o chamado ambiente químico nas vizinhanças do núcleo em questão), cada núcleo responde diferentemente de acordo com sua localização no objeto em estudo, atuando assim como uma sonda sensível à estrutura onde se situa.

MAGNETISMO MACROSCÓPICO E MICROSCÓPICO:

O efeito da ressonância magnética nuclear fundamenta-se basicamente na absorção ressonante de energia eletromagnética na faixa de freqüências das ondas de rádio. Mais especificamente nas faixas de VHF.

Mas a condição primeira para absorção de energia por esse efeito é de que os núcleos em questão tenham momento angular diferente de zero.
Núcleos com momento angular igual a zero não tem momento magnético, o que é condição indispensável a apresentarem absorção de energia eletromagnéticas. Razão, aliás, pertinente a toda espectroscopia. A energia eletromagnéticas só pode ser absorvida se um ou mais momentos de multipolo do sistema passível de absorvê-la são não nulos, além do momento de ordem zero para eletricidade (equivalente à carga total). Para a maior parte das espectroscopias, a contribuição mais importante é aquela do momento de dipolo. Se esta contribuição variar com o tempo, devido a algum movimento ou fenômeno periódico do sistema (vibração, rotação, etc), a absorção de energia da onda eletromagnéticas de mesma freqüência (ou com freqüências múltiplas inteiras) pode acontecer. Um campo magnético macroscópico é denotado pela grandeza vetorial conhecida como indução magnética B (ver Equações de Maxwell). Esta é a grandeza observável nas escalas usuais de experiências, e no sistema SI é medida em Tesla, que é equivalente a Weber/m3.

Em nível microscópico, temos outra grandeza relacionada, o campo magnético H, que é o campo que se observa a nível microscópico. No sistema SI é medido em Ampere/m. Rigorosamente, núcleos não apresentam spin, mas sim momento angular (exceção feita somente ao núcleo do isótopo 1 do hidrogênio, que é constituído por um único próton). Embora o spin possa ser considerado um momento angular, por terem ambos as mesmas unidades e serem tratados por um formalismo matemático e físico semelhante, nem sempre o oposto ocorre. O spin é intrínseco, ao passo que objetos compostos tem momento angular extrínseco. Contudo, motivos históricos e continuado costume levaram a esse abuso de linguagem, tolerado e talvez tolerável em textos não rigorosos. Um motivo a mais de complicação é o fato de que a moderna física de partículas considerar que certas partículas, antes pensadas como elementares (e, portanto possuindo spin), sejam compostas (próton e nêutron compostos de quarks). Assim, fica um tanto impreciso o limite entre os casos onde se deva usar o termo spin e os casos onde se deva usar o termo momento angular.

Aparelho de Radioterapia I

Aparelho de Radioterapia I

O QUE É RADIOTERAPIA ?

Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:
Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares; e

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

RADIOTERAPIA EXTERNA:

É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1 cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

EQUIPAMENTOS DE QUILOVOLTAGEM:

São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

EQUIPAMENTOS DE MEGAVOLTAGEM:

Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25 cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

BRAQUITERAPIA:

A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os órgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

IMPORTANTE - COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS

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Adendo I

Adendo II

Adendo III

PROGRAMA BÁSICO DE RADIOLOGIA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

PROGRAMA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA

· PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FÍSICA DAS RADIAÇÕES.


· ELEMENTOS DE RADIOGRAFIA.

· FORMAÇÃO DA IMAGEM.

· RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.

· ACESSÓRIOS DE UM APARELHO DE RAIOS X.

· COMPOSIÇÃO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS

· CÂMARA CLARA E CÂMARA ESCURA.

· MANIPULAÇÃO DE QUÍMICOS: REVELADOR E FIXADOR, ÉCRANS, INTENSIFICADORES, CHASSIS, PROCEDIMENTOS DE FILMES RADIOGRÁFICOS.

· PROTEÇÃO RADIOLÓGICA.

· ANATOMIA HUMANA.

· TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS.

· INCIDÊNCIA BÁSICA E ACESSÓRIA.

· CRÂNIO E FACE, MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES, COLUNA VERTEBRAL, PELVE, TÓRAX, ABDOME E CUIDADOS NOS PROCEDIMENTOS RADIOGRÁFICOS.

· PROTOCOLO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.

· PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE EXAME EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

. NOÇÕES DE MAMOGRAFIA.

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