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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

052) O SISTEMA MUSCULAR

O SISTEMA MUSCULAR





O sistema muscular, juntamente com o esquelético e o articular, é o responsável pelos movimentos do corpo. Esse sistema, associado a outros tecidos do organismo, dá formas definidas ao mesmo. O sistema muscular é formado por células especializadas na contração e no relaxamento. Estas células agrupam-se em feixes para formar massas macroscópicas denominadas músculos, os quais se acham fixados pelas suas extremidades. Assim, os músculos são estruturas que movem os segmentos do corpo por encurtamento de distância que existe entre suas extremidades fixadas. No entanto, a musculatura não assegura somente o movimento, mas também mantêm unidas as peças ósseas, determinando a posição e postura do esqueleto. No corpo humano existem 3 tipos de músculo:

a) MÚSCULO LISO:

- apresenta células fusiformes;
- não apresenta estrias transversais;
- apresenta contração involuntária;
- possui apenas um núcleo central;
- encontrado no estômago, bexiga, intestino e vasos sanguíneos.

b) MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO:

- apresenta células cilíndricas;
- apresenta estrias transversais;
- apresenta contração voluntária;
- possui vários núcleos periféricos;
- está intimamente ligado ao esqueleto;
- possui capacidade de atrofia ou hipertrofia.

c) MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO:

- apresenta células cilíndricas;
- apresenta extremidades encaixáveis;
- apresenta contração involuntária;
- possui estrias transversais;
- possui núcleo único e centralizado;
- encontrado somente no coração.

COMPONENTES ANATÔMICOS
DOS MÚSCULOS ESTRIADOS ESQUELÉTICOS: 


Um músculo esquelético típico possui uma porção média e extremidades. A porção média é carnosa e vermelha; e recebe o nome de ventre muscular. Nele, predominam as fibras musculares, sendo, portanto, a parte contrátil. Quando as extremidades são cilíndricas, ou então, têm forma de fita, chamam-se tendões; quando são laminares, recebem a denominação de aponeuroses.

OBS: Tanto tendões quanto aponeuroses, são formados por tecido conjuntivo esbranquiçado e brilhante, cujas proteínas características são o colágeno e a elastina.

A fáscia muscular é uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo. A espessura da fáscia varia de músculo para músculo. Às vezes, a fáscia é muito espessada e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto, sendo denominada de septo intermuscular. Outra função da fáscia é permitir o fácil deslizamento dos músculos entre si.

ORIGEM: extremidade do músculo não presa na peça óssea que se desloca.

INSERÇÃO: extremidade muscular presa a um osso e que se desloca.

PLACA MOTORA: Em uma célula muscular, está normalmente sob o controle do sistema nervoso. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual se divide em muitos ramos para poder controlar todas as células do músculo. As divisões mais delicadas destes ramos terminam em um mecanismo especializados chamado de placa motora. Quando o impulso nervoso passa através do nervo, a placa motora transmite o impulso às células musculares, determinando a contração. A contração do músculo estriado esquelético ocorre quando o comprimento de suas fibras musculares diminui. Isto é causado pelo encurtamento das miofibrílas, que acontece pelo estreitamento das moléculas de miosina sobre a actina. O deslizamento dessas moléculas, umas sobre as outras, fazendo com que a distância entre 2 discos (que delimitam o sarcômero) diminua, ocasiona a contração muscular.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FUNÇÃO:
- agonista = agente principal na execução do movimento, ou seja, se contrai mais forte na hora do movimento.
- antagonista = agente que se opõe ao trabalho do agonista para regular sua velocidade, rapidez e potência de ação.
- sinergista = agente que auxilia a ação do agonista para potencializar sua ação.
- postural = agente que auxilia na postura e equilíbrio corpóreo na dinâmica e na estática.








EM RESUMO:

O SISTEMA MUSCULAR é formado por células especializadas, chamadas fibras musculares, que apresentam como característica principal a contratilidade, que lhes permite desenvolver tensão.

TIPOS DE MÚSCULO
  • ESQUELÉTICO = A grande maioria fixa-se ao esqueleto e a sua contração move os ossos (voluntário, estriado).
  • VISCERAL = É encontrado nas paredes de órgãos ocos e tubulares como o estômago, intestinos e vasos sanguíneos (involuntário, liso).
  • CARDÍACO = Tipo especializado de músculo que forma a parede do coração (involuntário, estriado).

Componentes do Músculo:
A partir de um corte, um músculo aparece formado por feixes cada vez menores de fibras musculares. Essas fibras permanecem unidas por membranas de tecido conjuntivo chamada fáscias. Essas fáscias fixam-se diretamente no periósteo ou podem se juntar para formar o tendão. A fixação proximal é chamada de origem, enquanto a fixação distal é chamada de inserção. A porção entre a origem e a inserção é chamada de ventre (porção carnosa do músculo).

PRINCIPAIS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS
MÚSCULOS DA CABEÇA:
  1. M. Orbicular do olho = disposto ao redor do olho e da pálpebra; responsável pelo fechamento do olho.
  2. M. Orbicular da boca = contorna a boca e recebe fibras de vários músculos que se juntam a ele.
  3. M. Bucinador = participa da formação da parede lateral da cavidade oral. Importante no sopro e para manter os alimentos entre os dentes.
  4. M. Temporal = região lateral crânio (osso temporal); insere-se na mandíbula e participa da mastigação.
  5. M. Masseter = vai do arco zigomático até a região lateral do ramo da mandíbula. Também participa da mastigação.
  6. M. Pterigoideo lateral = dirige-se da lâmina lateral do processo pterigóide até se inserir no colo da mandíbula e na cápsula da articulação têmporo-mandibular.
  7. M. Pterigoideo medial = origina-se na lâmina lateral do processo pterigóide, dirige-se para baixo e para trás e insere-se medialmente no ângulo da mandíbula. Os músculos pterigoideos (lateral e medial) também participam da mastigação.


MÚSCULOS QUE MOVIMENTAM A COLUNA VERTEBRAL:
  1. M. Esternocleidomastoideo = dirige-se obliquamente para cima a partir do manúbrio do esterno e da parte medial da clavícula em direção ao processo mastoide, onde se fixa. Importante ponto de referência no pescoço, delimita dois triângulos: um anterior, entre sua margem anterior e a linha mediana, e outro posterior, entre sua margem posterior e o músculo trapézio.
  2. M. Digástrico = apresenta um ventre anterior, que se origina na sínfise da mandíbula, e outro posterior, que se origina no processo mastoide; possui um tendão que une esses dois ventres.
  3. M. Omohióideo = sua origem se encontra na margem superior da escápula. Apresenta trajeto oblíquo e superior para se inserir no osso hioide.
  4. Escalenos = (anterior, médio, posterior) com origem nos processos transversos das vértebras C3 a C6, inserem-se na 1ª e 2ª costelas.
  5. Esplênios = (da cabeça e do pescoço) inferiormente, fixam-se aos processos espinhosos das vértebras torácicas superiores, C7 e ligamento nucal; superiormente, inserem-se no osso occipital, no processo mastoide e nos processos transversos de C1, C2 e C3.

MÚSCULOS ERETORES DA ESPINHA:
  1. Iliocostais = (lombar, torácico e cervical) originam-se através de vários feixes na crista sacral, nos processos espinhosos das vértebras lombares e torácicas e da crista ilíaca. Inserem-se nos ângulos das costelas e nos processos transversos das vértebras cervicais.
  2. Longuíssimo = (do tórax, do pescoço e da cabeça) tem origem nos processos transversos das vértebras lombares, torácicas e cervicais inferiores. Insere-se nos processos transversos das vértebras cervicais superiores e no processo mastoide.
  3. Espinal (do tórax, do pescoço e da cabeça) tem suas origens nos processos espinhosos das vértebras lombares superiores, torácicas inferiores e 7ª vértebra cervical. Insere-se nos processos espinhosos das vértebras torácicas superiores e cervicais.

MÚSCULOS DA RESPIRAÇÃO:
  1. M. Diafragma = tem origem no processo xifoide, na face medial das últimas costelas e nas vértebras lombares. Insere-se no centro tendíneo do diafragma.
  2. M. Intercostais externos = originam-se na borda inferior das costelas e cartilagens costais, têm trajeto oblíquo de superior para inferior e posterior para anterior até se inserirem na borda superior da costela situada inferiormente.
  3. M. Intercostais internos = têm origem nas costelas e cartilagens costais, com trajeto oblíquo das fibras de superior para inferior e de anterior para posterior até se inserirem na borda superior da costela situada inferiormente.

MÚSCULO DA PAREDE ABDOMINAL:
  1. M. Oblíquo externo do abdome = tem origem na face externa das 8 costelas inferiores e inserem-se na linha alba e metade anterior da crista ilíaca.
  2. M. Oblíquo interno do abdome = tem origem no ligamento inguinal, na crista ilíaca e aponeurose toracolombar e insere-se na linha alba, crista púbica e nas 4 costelas inferiores.
  3. M. Transverso do abdome = origina-se no ligamento inguinal, na crista ilíaca, na aponeurose toracolombar e nas cartilagens costais das últimas 6 costelas e insere-se na linha alba e crista púbica.
  4. M. Reto do abdome = origina-se na crista púbica e tem trajeto ascendente até se fixar ao processo xifoide e às cartilagens costais da 5ª à 7ª costela.
  5. M. Quadrado do lombo = tem origem na crista ilíaca e no ligamento lombar e insere-se na borda inferior da 12ª costela e nos processos costiformes das vértebras lombares superiores.

MÚSCULOS DO DIAFRAGMA PÉLVICO
(períneo):
  1. M. Levantador do ânus = tem origem na região medial do ramo superior do osso púbis e espinha isquiática e insere-se na face interna do osso cóccix.
  2. M. Coccígeo = origina-se na espinha isquiática e no ligamento sacro-espinal e insere-se no sacro e no cóccix, lateralmente.

MÚSCULOS QUE ATUAM NA ESCÁPULA:
  1. M. Trapézio = tem sua origem no osso occipital, no ligamento nucal e nos processos espinhosos da 7ªvértebra cervical e das 12 torácicas. Insere-se no terço lateral da clavícula, acrômio e espinha da escápula.
  2. M. Romboide maior = sua origem está nos processos espinhosos da 2ªaté a 5ªvértebra torácica. Insere-se na margem medial da escápula, inferiormente à espinha da escápula.
  3. M. Romboide menor = origina-se nos processos espinhosos da 7ª vértebra cervical e 1ª torácica. Também se insere na margem medial da escápula, onde se inicia a espinha da escápula.
  4. M.Peitoral menor = origina-se na face anterior da 3ª até a 5ª costelas e insere-se no processo coracoide da escápula.

MÚSCULOS QUE ATUAM NO BRAÇO:
  1. M. Peitoral maior = tem origem no terço médio da clavícula, esterno, cartilagens costais das 6 primeiras costelas e aponeurose do músculo oblíquo externo do abdome e insere-se no tubérculo maior do úmero.
  2. M. Latíssimo do dorso = origina-se nos processos espinhosos das 6 vértebras torácicas inferiores e vértebras lombares, sacro e crista ilíaca, por meio da aponeurose toracolombar, e insere-se na margem do sulco inter-tubercular do úmero.
  3. M. Deltoide = tem origem no terço lateral da clavícula, acrômio e espinha da escápula. Insere-se na tuberosidade deltoidea do úmero.
  4. M. Supra-espinal = origina-se na fossa supra-espinal e insere-se no tubérculo maior.
  5. M. Infra-espinal = origina-se na fossa infra-espinal da escápula e insere-se no tubérculo maior do úmero.
  6. M. Subescapular = tem origem na fossa subescapular e insere-se no tubérculo menor do úmero.
  7. M. Redondo maior = tem seu tendão de origem na face posterior do ângulo inferior da escápula e também se insere no tubérculo maior do úmero.
  8. M. Redondo menor = sua origem se encontra na margem medial da escápula e insere-se no tubérculo menor do úmero.
  9. Músculos = supra-espinal + infra-espinal + subescapular + Redondo menor = Manguito rotador.


MÚSCULOS QUE ATUAM NO ANTEBRAÇO:
  1. M. Bíceps braquial = a cabeça longa origina-se no tubérculo supra-glenoidal, enquanto a cabeça curta tem sua origem no processo coracoide da escápula.
  2. M. Braquial = tem origem na região anterior do úmero e insere-se no processo coronoide da ulna.
  3. M. Tríceps braquial = sua cabeça longa tem origem no tubérculo infra-glenoidal; a cabeça lateral está inserida superiormente ao sulco do nervo radial (região posterior do úmero), e sua cabeça medial encontra-se abaixo do sulco do nervo radial. Sua inserção se faz no olécrano da ulna.
  4. M. Braquio-radial = encontra-se na região lateral do braço e do antebraço, originando-se da crista supra-condilar lateral do úmero. Insere-se no processo estiloide do rádio.


MÚSCULOS QUE ATUAM NA MÃO:

a) Músculos Superficiais:
  1. M. Pronador redondo = origina-se no epicôndilo medial do úmero e do processo coronoide da ulna, tem trajeto oblíquo e insere-se lateralmente no terço médio do rádio.
  2. M. Flexor radial do carpo = tem origem no epicôndilo medial do úmero e insere-se no I e II metacarpal.
  3. M. Palmar longo = tem origem no epicôndilo medial e inserção na aponeurose palmar.
  4. M. Flexor ulnar do carpo = tem origem no epicôndilo medial, no olécrano e nos 2 terços proximais da face posterior da ulna. Insere-se nos ossos pisiforme, hamato e I metacarpal.
  5. M. Flexor superficial dos dedos = situado mais profundamente em relação aos músculos flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo e palmar longo; também tem origem no epicôndilo medial, no processo coronoide e na região anterior do rádio. Insere-se na região anterior das falanges médias do 2º ao 5ºdedos.


b) Músculos Profundos:
  1. M. Flexor profundo dos dedos = origina-se no epicôndilo medial e no processo coronoide, na membrana interóssea e na região anterior da ulna. Insere-se na base das falanges distais do 2ºe do 5ºdedos.
  2. M. Pronador quadrado = na extremidade distal do antebraço, tem origem na ulna e insere-se no rádio profundamente aos tendões dos músculos da região anterior do antebraço.

MÚSCULOS QUE ATUAM NOS DEDOS
(intrínsecos da mão):
  1. Eminência tenar = são músculos que se salientam na região lateral da palma da mão. São eles: abdutor curto do polegar, oponente do polegar, flexor curto do polegar e adutor do polegar.
  2. Eminência hipotenar = são músculos que se salientam na região medial da palma da mão. São eles abdutor curto do dedo mínimo, flexor curto do dedo mínimo, flexor curto do dedo mínimo e oponente do dedo mínimo.


MÚSCULOS QUE ATUAM NA COXA:
  1. M. Ílio-psoas (psoas maior e ilíaco) = originam-se nos processos transversos das últimas vértebras torácicas e de todas as vértebras lombares (psoas maior) e na crista ilíaca e fossa ilíaca inserem-se no trocanter menor do fêmur.
  2. M. Glúteos = (máximo, médio e mínimo) têm origem na região lateral do osso do quadril. O glúteo máximo insere-se na tuberosidade glútea, enquanto o glúteo médio e o glúteo mínimo inserem-se no trocanter maior.
  3. M. Tensor da fáscia lata = origina-se na porção anterior da crista ilíaca e na espinha ilíaca ântero-posterior e insere-se no trato iliotibial.
  4. M. Piriforme = tem origem na região anterior do sacro e insere-se na borda superior do trocanter maior.
  5. M. Quadrado femoral = tem origem no túber isquiático e se insere na diáfise do fêmur, inferiormente ao trocanter maior.
  6. M. Adutores (magno, longo, curto) = estão na região medial da coxa. O adutor magno origina-se no ramo inferior do púbis e no túber isquiático. O adutor longo tem origem na sínfise púbica e o adutor curto, no ramo inferior do púbis. Os músculos adutores inserem-se na linha áspera do fêmur.

MÚSCULOS QUE ATUAM NA PERNA
(músculos da coxa):

a) Região Medial:
  1. M. Grácil = sua origem se fixa à sínfise púbica e ao arco púbico e insere-se na face medial da tíbia inferiormente ao côndilo medial.

b) Região Anterior:
  1. M. Quadríceps femoral = é formado pelo Reto femoral, Vasto lateral, Vasto intermediário e pelo Vasto medial. O músculo quadríceps femoral insere-se através de seu tendão à patela, através do ligamento da patela, insere-se na tuberosidade da tíbia.

c) Região Posterior:
  1. M. Bíceps femoral = sua cabeça longa origina-se no túber isquiático e sua cabeça curta origina-se na região lateral da linha áspera. Insere-se na região lateral da cabeça da fíbula e no côndilo lateral da tíbia.
  2. M. Semi-tendíneo = tem origem no túber isquiático e insere-se na região medial da epífise proximal da tíbia.
  3. M. Semi-membranáceo = origina-se no túber isquiático e insere-se na região medial da epífise proximal da tíbia.


MÚSCULOS QUE ATUAM NO PÉ
 (músculos da perna):

a) Região Anterior:
  1. M. Tibial anterior = tem origem no côndilo lateral e parte superior da diáfise da tíbia e na membrana interóssea. Insere-se no cuneiforme medial e no I metatarsal.
  2. M. Extensor longo do hálux = tem origem na região anterior da metade superior da diáfise da fíbula e na membrana interóssea. Insere-se na região dorsal da falange distal do hálux.
  3. M. Extensor longo dos dedos = tem origem no côndilo lateral da tíbia, na região anterior da fíbula, em quase toda a extensão da diáfise e na membrana interóssea. Insere-se na região dorsal das falanges médias e distais do 2º ao 5º dedos.


b) Região lateral:
  1. M. Fibular longo = tem origem na cabeça e no colo da fíbula e inserção no osso cuneiforme medial e base do 1º metatarsal.
  2. M. Fibular curto = tem origem na região lateral da parte inferior da fíbula e inserção na região lateral do 5º metatarsal.


c) Região posterior:
  1. M. Gastrocnêmio = sua cabeça lateral tem origem superiormente ao côndilo lateral do fêmur, enquanto sua cabeça medial origina-se superiormente ao côndilo medial do fêmur. Insere-se na tuberosidade do calcâneo através do tendão calcâneo.
  2. M. Sóleo = tem origem na linha do músculo sóleo, na tíbia, e inserção na tuberosidade do calcâneo através do tendão do calcâneo.
  3. M. Poplíteo = tem origem no côndilo lateral do fêmur e insere-se na região proximal da tíbia.
  4. M. Tibial posterior = origina-se na região posterior da tíbia e da fíbula, na membrana interóssea e insere-se nos ossos navicular, cuneiformes, cuboide e 2º, 3º e 4º metatarsais.
  5. M. Flexor longo dos dedos = com origem na região posterior da tíbia e membrana interóssea, insere-se na falange distal do II ao IV dedos.
  6. M. Flexor longo do hálux = origina-se nos 2/3 inferiores da região posterior da fíbula e insere-se na falange distal do hálux.


MÚSCULOS QUE ATUAM NOS DEDOS
(intrínsecos do pé)

a) Região dorsal:
  1. Músculo extensor curto dos dedos dos pés.
  2. Músculo extensor curto do hálux.


b) Região plantar:
  1. (1ª camada) Músculo abdutor do hálux, músculo flexor curto dos dedos e músculo abdutor do dedo mínimo;
  2. (2ª camada) músculo quadrado plantar, músculos lubricais;
  3. (3ª camada) músculo flexor curto do hálux, músculo adutor do hálux e músculo flexor curto do dedo mínimo;
  4. (4ª camada - interóssea) músculos interósseos dorsais e músculos interósseos plantares.

Aparelho para Radiografia I

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O QUE É RADIOGRAFIA ?

Os exames radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton. Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sangüíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitaram o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.


Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

O QUE É ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA ?

A ultrassonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo elétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito Doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e oblíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

CARACTERÍSTICAS:
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
-É um método não invasivo ou minimamente invasivo.

-Apresenta a anatomia em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem se adquiridas em qualquer orientação espacial.

-Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnostico na medicina.

-Não utiliza radiação ionizante.

-Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler.
-Permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais. O método ultra-sonográfico baseia-se no fenômeno de interação de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

A ultrassonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo sua aplicação mais ampla atualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebê desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfofuncionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento. Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais firma-se como um dos pilares do diagnóstico médico na atualidade.

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

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O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ?

A tomografia computadorizada ou computorizada (TC), originalmente apelidada tomografia axial computadorizada / computorizada (TAC), é um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.

PRINCÍPIOS FÍSICOS:

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio presente nos ossos), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).
Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).

PROCEDIMENTO:

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de Raios-X, num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. Nas máquinas sequenciais ou de terceira geração, durante o exame, o “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X, que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.Os equipamentos designados “helicoidais”, ou de quarta geração, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando, portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas. A hélice é possível porque a mesa de pacientes, ao invés de ficar parada durante a aquisição, durante o corte, tal como ocorre na tomografia convencional, avança continuamente durante a realização dos cortes. Na tomografia convencional a mesa anda e pára a cada novo corte. Na helicoidal a mesa avança enquanto os cortes são realizados.Atualmente também é possível encontrar equipamentos denominados DUOSLICE, e MULTISLICE, ou seja, multicorte, que, após um disparo da ampola de raios x, fornecem múltiplas imagens. Podem possuir 2, 8, 16, 64 e até 128 canais, representando maior agilidade na execução do exame diagnostico. Há um modelo, inclusive, que conta com dois tubos de raios-x e dois detectores de 64 canais cada, o que se traduz em maior agilidade para aquisição de imagens cardíacas, de modo que não é necessário o uso de beta-bloqueadores. Permite também aquisições diferenciais, com tensões diferentes em cada um dos emissores, de modo a se obter, por subtração, realce de estruturas anatômicas.Com essa nova tecnologia é possível prover reconstruções 3D, MPR (MultiPlanarReconstrucion) ou até mesmo mensurar perfusões sanguíneas.

CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS:

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas.
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas. E apos processos de reconstrução matemática, obtemos o Voxel (unidade 3D) capaz de designar profundidade na imagem radiológica. O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0, 023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm). Não devemos esquecer que FOV grande representa perda de foco, e consequentemente radiação x secundaria.
Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais RX o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos. A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

zero unidades Hounsfield (0 HU) é a água,

ar -1000 (HU),

osso de 300 a 350 HU;

gordura de –120 a -80 HU;

músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma, ou seja, qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela. O uso de diferentes janelas em tomografia permite, por exemplo, o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio, ou seja, é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tridimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).

VANTAGENS E DESVANTAGENS:

VANTAGENS:
A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida. Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%. Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS:
Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível, sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios. Apesar da radiação ionizante X, o exame tornasse com o passar dos anos o principal metodo de diagnostico por imagem, para avaliação de estruturas anatômicas com densidade significativa. O custo do exame não é tão caro como outrora, se comparado ao raios x convencional. Oferecendo ao profissional medico um diagnostico rápido e cada vez mais confiável.

Aparelho para Densitometria Óssea I

Aparelho para Densitometria Óssea I

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA ?

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.

Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.

As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e conseqüente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.

É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.

O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada, desde que o médico possa precisar o real estado de saúde do paciente.

Aparelho para Mamografia I

Aparelho para Mamografia I

O QUE É MAMOGRAFIA ?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário.

É o exame das mamas realizado com baixa dose de raios X em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. Pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas. O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido. Um exame anual de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima de 40 anos. Resultados registrados pela American Câncer Society, em uma recente avaliação em oito clínicas escolhidas aleatoriamente, demonstraram que houve 18% menos mortes em decorrência de câncer mamário entre mulheres com 40 anos ou mais que haviam feito mamografia periodicamente. Os benefícios da mamografia quanto a uma descoberta precoce e a possibilidade do tratamento do câncer mamário são muito significativos, compensando o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem durante o exame.

Aparelho de Ressonância Magnética I

Aparelho de Ressonância Magnética I

O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ?

Ressonância magnética é uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro eletromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso se dá necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Em espectroscopia, o processo de ressonância magnética é similar aos demais. Pois também ocorre a absorção ressonante de energia eletromagnética, ocasionada pela transição entre níveis de energia rotacionais dos núcleos atômicos, níveis estes desdobrados em função do campo magnético através do efeito Zeeman anômalo.
Como o campo magnético efetivo sentido pelo núcleo é levemente afetado (perturbação essa geralmente medida em escala de partes por milhão) pelos débeis campos eletromagnéticos gerados pelos elétrons envolvidos nas ligações químicas (o chamado ambiente químico nas vizinhanças do núcleo em questão), cada núcleo responde diferentemente de acordo com sua localização no objeto em estudo, atuando assim como uma sonda sensível à estrutura onde se situa.

MAGNETISMO MACROSCÓPICO E MICROSCÓPICO:

O efeito da ressonância magnética nuclear fundamenta-se basicamente na absorção ressonante de energia eletromagnética na faixa de freqüências das ondas de rádio. Mais especificamente nas faixas de VHF.

Mas a condição primeira para absorção de energia por esse efeito é de que os núcleos em questão tenham momento angular diferente de zero.
Núcleos com momento angular igual a zero não tem momento magnético, o que é condição indispensável a apresentarem absorção de energia eletromagnéticas. Razão, aliás, pertinente a toda espectroscopia. A energia eletromagnéticas só pode ser absorvida se um ou mais momentos de multipolo do sistema passível de absorvê-la são não nulos, além do momento de ordem zero para eletricidade (equivalente à carga total). Para a maior parte das espectroscopias, a contribuição mais importante é aquela do momento de dipolo. Se esta contribuição variar com o tempo, devido a algum movimento ou fenômeno periódico do sistema (vibração, rotação, etc), a absorção de energia da onda eletromagnéticas de mesma freqüência (ou com freqüências múltiplas inteiras) pode acontecer. Um campo magnético macroscópico é denotado pela grandeza vetorial conhecida como indução magnética B (ver Equações de Maxwell). Esta é a grandeza observável nas escalas usuais de experiências, e no sistema SI é medida em Tesla, que é equivalente a Weber/m3.

Em nível microscópico, temos outra grandeza relacionada, o campo magnético H, que é o campo que se observa a nível microscópico. No sistema SI é medido em Ampere/m. Rigorosamente, núcleos não apresentam spin, mas sim momento angular (exceção feita somente ao núcleo do isótopo 1 do hidrogênio, que é constituído por um único próton). Embora o spin possa ser considerado um momento angular, por terem ambos as mesmas unidades e serem tratados por um formalismo matemático e físico semelhante, nem sempre o oposto ocorre. O spin é intrínseco, ao passo que objetos compostos tem momento angular extrínseco. Contudo, motivos históricos e continuado costume levaram a esse abuso de linguagem, tolerado e talvez tolerável em textos não rigorosos. Um motivo a mais de complicação é o fato de que a moderna física de partículas considerar que certas partículas, antes pensadas como elementares (e, portanto possuindo spin), sejam compostas (próton e nêutron compostos de quarks). Assim, fica um tanto impreciso o limite entre os casos onde se deva usar o termo spin e os casos onde se deva usar o termo momento angular.

Aparelho de Radioterapia I

Aparelho de Radioterapia I

O QUE É RADIOTERAPIA ?

Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:
Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares; e

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

RADIOTERAPIA EXTERNA:

É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1 cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

EQUIPAMENTOS DE QUILOVOLTAGEM:

São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

EQUIPAMENTOS DE MEGAVOLTAGEM:

Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25 cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

BRAQUITERAPIA:

A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os órgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

IMPORTANTE - COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS

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Adendo I

Adendo II

Adendo III

PROGRAMA BÁSICO DE RADIOLOGIA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

PROGRAMA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA

· PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FÍSICA DAS RADIAÇÕES.


· ELEMENTOS DE RADIOGRAFIA.

· FORMAÇÃO DA IMAGEM.

· RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.

· ACESSÓRIOS DE UM APARELHO DE RAIOS X.

· COMPOSIÇÃO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS

· CÂMARA CLARA E CÂMARA ESCURA.

· MANIPULAÇÃO DE QUÍMICOS: REVELADOR E FIXADOR, ÉCRANS, INTENSIFICADORES, CHASSIS, PROCEDIMENTOS DE FILMES RADIOGRÁFICOS.

· PROTEÇÃO RADIOLÓGICA.

· ANATOMIA HUMANA.

· TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS.

· INCIDÊNCIA BÁSICA E ACESSÓRIA.

· CRÂNIO E FACE, MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES, COLUNA VERTEBRAL, PELVE, TÓRAX, ABDOME E CUIDADOS NOS PROCEDIMENTOS RADIOGRÁFICOS.

· PROTOCOLO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.

· PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE EXAME EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

. NOÇÕES DE MAMOGRAFIA.

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