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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

016) RAIOS X - CONCEITOS INICIAIS

RAIOS X - CONCEITOS INICIAIS
 
Ao descobrir os raios X, em 1895, Roentgen sabia que essa nova forma de energia seria de grande utilidade para a medicina. A técnica de obtenção de imagens do interior dos corpos pelo uso dos raios X permite, entre muitas aplicações, a identificação de fraturas ósseas e doenças pulmonares. Roentgen tinha a exata consciência do potencial dos raios X, mas não poderia imaginar a amplitude da revolução tecnológica que esse feito produziria 110 anos depois. Roentgen passou a estudar incessantemente sobre os raios recém-descobertos. Nesse tempo, Roentgen descreveu quase todas as propriedades dos raios X que conhecemos hoje.

ROENTGEN DESCREVEU OS RAIOS X COMO:

- Os raios X atravessam corpos opacos à luz;
- Provocam fluorescência em certos materiais;
- A radiopacidade dos corpos é proporcional à sua densidade e para aqueles de mesma densidade, à espessura;
- São invisíveis;
- Não são refratários, nem refletíveis, nem podem ser focalizados por lentes;
- Não são defletidos por campos magnéticos;
- Os raios X originam-se do ponto de impacto dos raios catódicos no vidro do tubo de gás;
- Os raios X propagam-se em linha reta;
- Não sofrem polarização;
- São radiações do tipo eletromagnéticas, pois não sofrem desvio em campos magnéticos;
- Podem ser detectados através de cintilações numa tela fosforescente ou de impressões, numa chapa fotográfica;
- Tornam-se mais penetrantes após passarem por absorventes;
- Produzem radiações secundárias em todos os corpos que atravessam;
- Propagam-se em linha reta, em todas as direções;
- Tornam gases em condutores elétricos (ionização);
- Atravessam o corpo tanto melhor quanto maior for a tensão no tubo (kV).





Roentgen testa a transparência de vários materiais, verificando duas propriedades importantes: densidade e espessura. Quanto mais densos e espessos, menos transparentes se tornam; e constata que os raios X são produzidos pelo choque de raios catódicos numa chapa de alumínio. Em 22 de dezembro de 1895, trouxe para o laboratório sua esposa, Bertha, para fazer parte de sua experiência. Colocou sua mão esquerda sobre um filme radiográfico e a expôs aos raios cerca de 15 min. Assim, pôde confirmar suas teorias e realizar a primeira radiografia da história da medicina. Em outra experiência, tirou uma radiografia de seu rifle de caça e observou uma pequena falha interna, demonstrando que também poderia ser utilizado em outros setores para inspecionar equipamentos em geral. Em 20 de janeiro de 1896, semanas depois de Roentgen ter feito sua descoberta, Henri Poincaré elaborou um relatório sobre os raios X para a academia Francesa de Ciências. Além de sua explicação sobre os raios X, havia algumas observações referentes a fosforescências estranhas que ele observou. Esse fenômeno interessou Henri Becquerel, que iniciou suas pesquisas baseando-se na hipótese de Henri Poincaré. Este último supunha que havia uma relação entre a emissão dos raios X e a fluorescência do material de vidro de que era feito o tubo de raios X. Hoje se sabe que a fluorescência é causada pelos raios catódicos. Na verdade, de acordo com os conhecimentos atuais, não existe relação direta entre a emissão de raios X e a luminescência. Mas é graças a essa pista falsa que muitas descobertas foram feitas. 

Para Henri Poincaré, havia relação entre a emissão dos raios X e a fluorescência do material. Poincaré apresenta à Academia um trabalho de Charles Henry no qual testa o sulfeto de zinco fosforescente, verificando que esse material é capaz de aumentar o efeito dos raios X, confirmando a hipótese de Poincaré. Uma semana depois, surge um trabalho de Niewenglowski que confirma e amplia os resultados de Henry, porém utilizando outro material, o sulfeto de cálcio. Assim, Becquerel, baseado em estudos de outros pesquisadores, seguindo os mesmos passos e descrevendo observações, também repetiu alguns equívocos, atribuindo à radiação do urânio propriedades como reflexão regular, refração, polarização e aumento de intensidade quando estimulado por luz. Para ele, a radiação que estudava era semelhante à luz.

Ao realizar suas experiências, Becquerel colocou um sal duplo de sulfato de urânio e potássio sobre um filme fotográfico sob a luz solar. Verificou no filme a imagem do cristal de urânio; supunha que urânio emitia raios X. Em outro momento essa mesma experiência não pôde ser repetida devido ao mau tempo. Todo o material foi, então, guardado numa gaveta sobre filmes. Após a revelação desses, o cientista verificou que estavam muito mais escurecidos do que se estivessem ficado expostos ao sol. Após repetir a experiência várias vezes, Becquerel percebeu que se tratava de uma energia que ainda não havia sido descrita. O cientista se referiu a essa energia como radiação ativa, porém não classificou nem descreveu a natureza da radiação emitida pelo urânio. Em 1º de março, Becquerel comunica sua descoberta à Academia de Ciências da França; os raios foram chamados de raios de Becquerel. Eis que ocorre a descoberta da radioatividade.

DESCOBERTA DOS RAIOS X: 

Os raios X foram descobertos pelo físico Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923), no laboratório da Universidade de Wurzlburg (Alemanha), em 08 de Novembro de 1895, enquanto pesquisava o tubo de raios catódicos, inventados pelo inglês William Crookes.

TUBO DE RAIOS CATÓDICOS: 

É um tubo de vidro, dentro do qual um condutor metálico aquecido emitia elétrons em direção a outro condutor. A Constatação da Descoberta dos Raios X - Na tarde de 08 de Novembro de 1895, Roentgen, ao ligar o tubo de raios catódicos, notou um efeito curioso: Uma placa de material fluorescente chamado de cianeto de bário brilhou; e este brilho persistiu mesmo quando Roentgen colocou um livro entre o tubo e a placa. Aquele brilho era uma radiação capaz de atravessar materiais opacos e sensibilizar filmes e placas fotográficas. Com a descoberta dos raios catódicos, ocorreu a invenção da máquina de raios X.





OS EXAMES RADIOGRÁFICOS: 

Os Exames Radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton.

Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sanguíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitou o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.






O TERMO RADIAÇÃO: 

Vem do latim RADIARE, termo que indica um fenômeno básico em que a energia se propaga através do espaço, ainda que interceptada pela matéria.

O TERMO IRRADIAÇÃO: 

Vem do latim IN e RADIARE, que é o termo empregado para indicar o tratamento da matéria pela energia radiante. Os termos radiação e irradiação são, todavia, na maioria das vezes, confundidos e usados indistintamente como sinônimos. 

TIPOS DE RADIAÇÃO: 

Há as chamadas corpusculares, feitas por intermédio de elétrons (raios beta), núcleos de hélio (raios alfa), núcleos de hidrogênio (prótons; P ou H1) ou nêutrons (N ou N1); e as eletromagnéticas, constituídas pelos raios de comprimento de onda muito curto, os raios - X e os raios gama. Admite-se que a energia radiante emita partículas ínfimas denominadas Fótons. Estas são absorvidas pela matéria e determinam os seguintes fenômenos:

1) Fazem vibrar os átomos das moléculas em seu eixo de conexão;

2) Fazem-nos rodar em torno desse mesmo eixo;

3) Produzem modificações dos níveis energéticos dos elétrons.

ÁTOMO: 

É a menor partícula da matéria e é formado por prótons e nêutrons no núcleo; e por elétrons que circulam ao seu redor, na eletrosfera.

RAIOS DE FRENAGEM: 

São resultantes da interação do elétron de um átomo com o núcleo de outro átomo; ou seja, é quando os elétrons se chocam com os prótons, gerando energia alta, energia baixa e fótons.

RAIOS CARACTERÍSTICOS: 

São resultantes de saltos orbitais dos elétrons nas diferentes camadas da eletrosfera, ou seja, são raios que se originam do desequilíbrio dos elétrons em suas trajetórias.





EFEITO BREMSSTRAHLUNG: 

Ocorre quando um elétron acelerado tem a sua trajetória repentinamente frenada devido ao efeito da positividade do núcleo atômico.




EFEITO FOTOELÉTRICO: 

É um processo pelo qual os elétrons de condução em metais e em outras substâncias absorvem energia do campo eletromagnético e escapam das suas órbitas. É a absorção completa do Fóton com ejeção de um elétron (ionização).





EFEITO COMPTOM 

(Radiação secundária): Arrancamento de um elétron que continua a se propagar, mas com maior comprimento de onda do que a radiação incidente. O efeito fotoelétrico é a emissão de elétrons por um material, geralmente metálico, quando exposto a uma radiação eletromagnética (como a luz) de frequência suficientemente alta, que depende do material. Ele pode ser observado quando a luz incide numa placa de metal, literalmente arrancando elétrons da placa. Observado a primeira vez por Heinrich Hertz em 1887, o fenômeno é também conhecido por “efeito Hertz”, não sendo porém este termo de uso comum.




ANODO FIXO: 

Consiste no aparelho transportável, geralmente utilizado em cirurgias e exames feitos no leito.

ANODO GIRATÓRIO: 

Consiste no aparelho fixo para exames.

APARELHOS FIXOS: 

São os aparelhos cujos discos anódicos são giratórios. São utilizados em exames de rotina em ambulatórios.

APARELHOS MÓVEIS: 

São os aparelhos cujos discos anódicos são fixos. São utilizados nos exames em C.T.I. e em Centros Cirúrgicos.

APARELHOS PORTÁTEIS: 

São os aparelhos cujas ampolas são feitas de anodo fixo. São utilizados em exames em domicílio.

COMPOSIÇÃO DO TUBO DE RAIOS CATÓDICOS:

- Ampola ou Tubo de Vidro:
- Catodo;
- Anodo Fixo;
- Anodo Giratório.

FINALIDADE DO VÁCUO NA AMPOLA DE VIDRO:

Impedir qualquer tipo de bloqueio no trajeto dos elétrons até o anodo para gerar os raios X.

PRODUÇÃO DE ÍONS PARES: 

O fóton vai de encontro ao núcleo, criando e emitindo um par de elétrons. A absorção da luz ultravioleta e da infravermelha depende em geral da estrutura molecular do material absorvente e, indiretamente da composição atômica do mesmo. Pelo contrário as energias dos Raios X são quase inteiramente absorvidas pelos elétrons que se ejeta do átomo pelo qual eles passaram. 

Este processo independe completamente da maneira porque os átomos estão combinados dentro das moléculas. Assim o átomo que recebe um certo quantum de raios X para ejetar um elétron perde energia (ionização) e esta é armazenada no elétron ejetado como energia cinética, capaz de produzir ionização de outros átomos por que passa. Quase toda a ionização em radiologia, é produzida pelo elétron ejetado e muito pouco ou despercebida é a ionização pela absorção inicial do Quantum de raios X aplicados. Em consequência desse fenômeno, os íons produzidos não se distribuem ao acaso nas soluções ou nos tecidos, mas sim ao longo do trajeto do elétron ejetado.




As descobertas de Roentgen sobre os raios X marcaram o início da radiologia médica, especialidade que emprega um feixe de raios X para a produção de imagens das estruturas internas do corpo humano. 

Em seus experimentos, Roentgen verificou que os raios X não são desviados por campos elétricos e campos magnéticos, portanto não apresentam a propriedade de carga elétrica. Além disso, ele identificou que os raios X apresentam comportamento similar ao da luz, classificando-os como ondas eletromagnéticas. Sendo onda eletromagnética, os raios X não são considerados matéria, mas sim energia que se propaga a partir de uma fonte. Podem atravessar espaços preenchidos por meios materiais, mas deslocam-se com velocidade maior através do vácuo. No espectro eletromagnético, os raios X representam ondas de alta frequência, o que significa alta energia e pequeno comprimido de onda.

PROPRIEDADES FÍSICAS DA MATÉRIA:

MASSA (m) = é a medida numérica direta da quantidade de matéria de um corpo. Sua unidade no Sistema Internacional (SI) é o quilograma, símbolo Kg. I Kg equivale a 1000g.

DENSIDADE (d) = a densidade de uma amostra de matéria é a relação entre a sua massa (m) e o volume (V) por ela ocupado. Sua unidade no SI é o quilograma por metro cúbico, símbolo Kg/m3.

CARGA ELÉTRICA (q) = propriedade da matéria associada a sua capacidade de produzir fenômenos de atração e repulsão elétrica. Sua unidade no SI é o Coulomb (C).

MODELO DE RUTHERFORD: 

O átomo mantém-se dividido em núcleo e eletrosfera, sobre o qual Bohr postulou que:

“Os elétrons estão se movimentando em órbitas circulares em torno do núcleo sob influência da atração elétrica entre a carga negativa do elétron e a carga positiva do núcleo. Assim, os elétrons que ocupam as órbitas mais internas são mais fortemente atraídos pelo núcleo do que aqueles mais afastados.”


“Os elétrons podem se mover apenas em algumas órbitas particulares em cada átomo. Apesar de estar constantemente em movimento circular, o elétron que se move em uma das órbitas permitidas não emite energia. Pode ocorrer a mudança de órbita por um elétron desde que ocorra algum evento que provoque a absorção ou emissão de energia eletromagnética pelo elétron.”

PRODUÇÃO DO FEIXE DE RAIOS X: 

Uma unidade radiológica possui 3 elementos principais: O tubo de raios-X, o console de comando ou de operação e o gerador de alta tensão.O Tubo de Raios X = é um tubo de vidro transparente dentro do qual se faz vácuo. Internamente contém dois eletrodos: Catodo e Anodo. Basicamente esse equipamento tem a função de gerar e acelerar um feixe de elétrons, fazendo com que este colida contra um material de alvo. Os raios X são gerados a partir das interações dos elétrons acelerados com os átomos do alvo. A energia elétrica necessária para acelerar os elétrons é fornecida ao tubo de raios X por dois circuitos principais: O circuito do filamento no catodo e o circuito de alta tensão que conecta os dois eletrodos.




OS PRINCIPAIS ELEMENTOS DO TUBO E SEU FUNCIONAMENTO:

CATODO = é o eletrodo negativo do tubo de raios X. Sua função é fornecer os elétrons que serão acelerados em direção ao anodo. O catodo é constituído por dois elementos principais: o filamento e o copo de foco. O filamento é um fio metálico enrolado em forma de espiral. Apresenta diâmetro de cerca de 2 mm e comprimento de 1 a 2 cm. Durante o tempo de exposição, o filamento é percorrido por uma corrente elétrica que gera aquecimento e liberação de grande quantidade de elétrons das últimas camadas dos átomos do material. Este fenômeno é conhecido como efeito termo-iônico. O material constituinte do filamento deve apresentar alto ponto de fusão e alto número atômico. A primeira característica é importante porque o material precisa suportar altas temperaturas sem perder suas propriedades físicas.

ANODO = É o eletrodo positivo do tudo, sendo constituído de uma estrutura de suporte, ou base, e um alvo. O alvo é a área do anodo onde ocorrem as interações do elétron. A estrutura da base é composta de materiais bons condutores elétricos e térmicos. A primeira propriedade permite que os elétrons que atingem o anodo penetrem no material com facilidade e mantenham a corrente no circuito de alta tensão. Já a condutividade térmica é importante devido a grande quantidade de calor gerado nas interações elétron-alvo, que poderia danificar sua estrutura caso não fosse conduzido rapidamente para fora do alvo. Os materiais mais comuns nos tubos radiológicos são o cobre, o molibdênio e a grafite.

CORRENTE DO TUBO (mA) = é a corrente formada pelos elétrons liberados do filamento (catodo) e acelerados em direção ao anodo. Medida em miliamperes (mA).

TEMPO DE EXPOSIÇÃO (s) = é o intervalo de tempo no qual o tubo está ligado e ocorre a emissão do feixe de raios X. Medido em segundos (s).

CORRENTE DO TUBO (mAs) = é o produto da corrente do tubo (mA) pelo tempo de exposição (s). Corresponde à quantidade total de carga elétrica que atinge o anodo durante o tempo de exposição: corrente x tempo = carga elétrica. Por exemplo: num procedimento em que se emprega uma corrente do tubo de 300 mA num tempo de exposição de 0,1s, tem-se o total de (300mA). (0,1s) = 30mAs.

ALTA TENSÃO (kV) = é a diferença de potencial elétrico aplicada entre o catodo e o anodo. É responsável pela aceleração dos elétrons entre os eletrodos. Medida em quilovolts (kV). Tubos de raios X para diagnóstico médico normalmente operam num intervalo de 25 a 150kV.



 

INTERAÇÕES DOS ELÉTRONS COM O ALVO: 

Os elétrons acelerados pela alta tensão atingem o anodo na região do alvo com alta energia cinética, penetrando no interior da estrutura do metal, interagindo com os átomos que o compõem. No alvo não ocorrem reações nucleares, isto é, os elétrons acelerados não penetram no núcleo dos átomos do alvo, mas realizam apenas interações na região da eletrosfera. Um elétron que penetre com velocidade no alvo pode realizar várias interações sucessivas transferindo sua energia aos poucos às diferentes partículas do material. Nestas interações, há a emissão de fótons de raios X de diversas energias e a produção e grande quantidade de calor. Normalmente, mais de 99% da energia dos elétrons da corrente do tubo é convertida em calor no anodo. São 3 formas como os elétrons podem interagir com os átomos do alvo: freamento, ionização e excitação.

MAIS DETALHES...Em 1896, o físico francês Henri Becquerel investigou o relacionamento entre raios X e o escurecimento de filmes fotográficos, através de materiais compostos de urânio. Uma parte desse sal de urânio foi colocada numa gaveta com placas fotográficas virgens. Após a remoção dos filmes, Becquerel observou que eles tinham sido expostos, embora ainda estivessem embalados em papel à prova de luz. Ele então sugeriu que o urânio emitia uma energia, que após penetrar a camada de papel, ainda era capaz de escurecer as placas fotográficas. Ele se referiu a essa energia como radiação ativa. Em 1898, Marie Curie voltou sua atenção a esse novo fenômeno, e lançou o termo radioatividade para descrever essa forma de energia. Já em 1904, cerca de 20 elementos naturalmente radioativos eram conhecidos. Apesar de muitos pesquisadores terem estado envolvidos no processo de entendimento do fenômeno radioativo, as contribuições mais significativas durante os primeiros 30 anos do século 19 foram feitas por Ernest Rutherford e seus colaboradores. Esses experimentos descobriram que a radioatividade tem algumas propriedades interessantes: escurece filmes, ioniza gases, produz cintilação (flashes de luz) em certos materiais, penetra na matéria, mata tecido vivo, libera grande quantidade de energia com pequena perda de massa, e não é afetada por alterações químicas e físicas no material que está emitindo. Esta última característica é de particular importância, já que se a radioatividade é suposta ser originada dentro do átomo, e se ela não é afetada por alterações químicas, então ela não deve ser associada aos elétrons, pois, estes estão envolvidos nas reações químicas. Isso sugere que a radioatividade se origina no núcleo, e que deve ser possível à obtenção de informações sobre ele através de seu estudo.

A análise da radioatividade começa com uma consideração sobre sua natureza. Ela é uma onda (como a luz) ou uma partícula? Tem carga elétrica ou não tem? A experiência que revela mais completamente a natureza da radioatividade é aquela em que a radiação é dirigida através de um campo elétrico produzido por duas placas paralelas carregadas. O resultado dessa experiência é surpreendente. Um único feixe de radiação é desdobrado em 3 pela ação do campo. A deflexão (desvio) em direção à placa carregada negativamente indica um feixe carregado positivamente, e a direção à placa positiva indica um feixe negativamente carregado. O feixe que não se desvia não tem carga. Desde que a natureza desses 3 feixes não era conhecida naquela época, eles foram simplesmente identificados como raios alfa (carga positiva), raios beta (carga negativa) e raios gama (carga nula). A importância dessa experiência é que ela revelou que a estrutura dos átomos podia ser alterada, e que alguns átomos encontrados na natureza, especialmente os mais pesados, possuíam núcleos instáveis. Experiências posteriores revelaram que os raios gama são os mais penetrantes, enquanto os raios alfa são os de menor penetração. A natureza exata de cada um desses 3 tipos de radiação somente foi conhecida muitos anos depois, e o resultado obtido é visualizado abaixo em uma rápida amostra do poder de penetração desses raios.


RADIAÇÃO ALFA. 

A experiência que confirmou a identidade da partícula alfa, com um núcleo de hélio 2He4 (constituído de 2 prótons e 2 nêutrons) foi realizada por Sir James Dewar em 1908 e repetida por Rutherford e Royds em 1909. Essas 4 partículas estão fortemente ligadas entre si, de forma que a partícula a tem então uma massa igual a 4 vezes a massa do próton (ou 7.000 vezes a massa do elétron), e carrega duas unidades de carga elétrica positiva. A emissão de partículas alfa é o único tipo de decaimento radioativo espontâneo que emite partículas pesadas, excetuando-se a fissão. Isso é verdade tanto para as espécies naturais como para as produzidas artificialmente. Os produtos do decaimento (núcleos filhos) de um núcleo obtidos por emissão de partículas alfa podem ou não ser radioativos.





RADIAÇÃO BETA. 

A emissão de radiação beta é um processo mais comum entre os núcleos leves ou de massa intermediária, que possuem um excesso de nêutrons ou de prótons em relação à estrutura estável correspondente. Radiação beta e o termo usado para descrever elétrons de origem nuclear, carregados negativamente (e-), ou positivamente (e+).







RADIAÇÃO GAMA. 

A radiação gama pertence a uma classe conhecida como radiação eletromagnética. Este tipo de radiação consiste de quanta ou pacotes de energia transmitidos em forma de um movimento ondulatório. A radiação eletromagnética é uma modalidade de propagação de energia através do espaço, em que não há necessidade de um meio material. Outros membros bem conhecidos dessa classe são: as ondas de rádio, raios-x, e inclusive a luz visível. A diferença essencial entre a radiação gama e a radiação X esta na sua origem. Enquanto os raios gama resultam de mudanças no núcleo, os raios x são emitidos quando os elétrons atômicos sofrem uma mudança de orbital. A radiação eletromagnética pode ser representada como uma dupla vibração que compreende um campo magnético H e um campo elétrico E. Estas duas vibrações estão em fase, tem direções perpendiculares, e se propagam no vácuo com velocidade da luz segundo uma direção perpendicular ao plano.





RADIAÇÃO "X" - Existem duas formas de raios-X, dependendo do tipo de interação entre elétrons e o alvo.



Aparelho para Radiografia I

Aparelho para Radiografia I

O QUE É RADIOGRAFIA ?

Os exames radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton. Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sangüíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitaram o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.


Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

O QUE É ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA ?

A ultrassonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo elétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito Doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e oblíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

CARACTERÍSTICAS:
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
-É um método não invasivo ou minimamente invasivo.

-Apresenta a anatomia em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem se adquiridas em qualquer orientação espacial.

-Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnostico na medicina.

-Não utiliza radiação ionizante.

-Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler.
-Permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais. O método ultra-sonográfico baseia-se no fenômeno de interação de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

A ultrassonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo sua aplicação mais ampla atualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebê desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfofuncionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento. Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais firma-se como um dos pilares do diagnóstico médico na atualidade.

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

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O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ?

A tomografia computadorizada ou computorizada (TC), originalmente apelidada tomografia axial computadorizada / computorizada (TAC), é um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.

PRINCÍPIOS FÍSICOS:

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio presente nos ossos), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).
Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).

PROCEDIMENTO:

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de Raios-X, num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. Nas máquinas sequenciais ou de terceira geração, durante o exame, o “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X, que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.Os equipamentos designados “helicoidais”, ou de quarta geração, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando, portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas. A hélice é possível porque a mesa de pacientes, ao invés de ficar parada durante a aquisição, durante o corte, tal como ocorre na tomografia convencional, avança continuamente durante a realização dos cortes. Na tomografia convencional a mesa anda e pára a cada novo corte. Na helicoidal a mesa avança enquanto os cortes são realizados.Atualmente também é possível encontrar equipamentos denominados DUOSLICE, e MULTISLICE, ou seja, multicorte, que, após um disparo da ampola de raios x, fornecem múltiplas imagens. Podem possuir 2, 8, 16, 64 e até 128 canais, representando maior agilidade na execução do exame diagnostico. Há um modelo, inclusive, que conta com dois tubos de raios-x e dois detectores de 64 canais cada, o que se traduz em maior agilidade para aquisição de imagens cardíacas, de modo que não é necessário o uso de beta-bloqueadores. Permite também aquisições diferenciais, com tensões diferentes em cada um dos emissores, de modo a se obter, por subtração, realce de estruturas anatômicas.Com essa nova tecnologia é possível prover reconstruções 3D, MPR (MultiPlanarReconstrucion) ou até mesmo mensurar perfusões sanguíneas.

CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS:

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas.
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas. E apos processos de reconstrução matemática, obtemos o Voxel (unidade 3D) capaz de designar profundidade na imagem radiológica. O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0, 023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm). Não devemos esquecer que FOV grande representa perda de foco, e consequentemente radiação x secundaria.
Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais RX o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos. A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

zero unidades Hounsfield (0 HU) é a água,

ar -1000 (HU),

osso de 300 a 350 HU;

gordura de –120 a -80 HU;

músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma, ou seja, qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela. O uso de diferentes janelas em tomografia permite, por exemplo, o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio, ou seja, é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tridimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).

VANTAGENS E DESVANTAGENS:

VANTAGENS:
A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida. Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%. Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS:
Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível, sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios. Apesar da radiação ionizante X, o exame tornasse com o passar dos anos o principal metodo de diagnostico por imagem, para avaliação de estruturas anatômicas com densidade significativa. O custo do exame não é tão caro como outrora, se comparado ao raios x convencional. Oferecendo ao profissional medico um diagnostico rápido e cada vez mais confiável.

Aparelho para Densitometria Óssea I

Aparelho para Densitometria Óssea I

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA ?

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.

Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.

As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e conseqüente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.

É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.

O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada, desde que o médico possa precisar o real estado de saúde do paciente.

Aparelho para Mamografia I

Aparelho para Mamografia I

O QUE É MAMOGRAFIA ?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário.

É o exame das mamas realizado com baixa dose de raios X em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. Pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas. O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido. Um exame anual de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima de 40 anos. Resultados registrados pela American Câncer Society, em uma recente avaliação em oito clínicas escolhidas aleatoriamente, demonstraram que houve 18% menos mortes em decorrência de câncer mamário entre mulheres com 40 anos ou mais que haviam feito mamografia periodicamente. Os benefícios da mamografia quanto a uma descoberta precoce e a possibilidade do tratamento do câncer mamário são muito significativos, compensando o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem durante o exame.

Aparelho de Ressonância Magnética I

Aparelho de Ressonância Magnética I

O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ?

Ressonância magnética é uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro eletromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso se dá necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Em espectroscopia, o processo de ressonância magnética é similar aos demais. Pois também ocorre a absorção ressonante de energia eletromagnética, ocasionada pela transição entre níveis de energia rotacionais dos núcleos atômicos, níveis estes desdobrados em função do campo magnético através do efeito Zeeman anômalo.
Como o campo magnético efetivo sentido pelo núcleo é levemente afetado (perturbação essa geralmente medida em escala de partes por milhão) pelos débeis campos eletromagnéticos gerados pelos elétrons envolvidos nas ligações químicas (o chamado ambiente químico nas vizinhanças do núcleo em questão), cada núcleo responde diferentemente de acordo com sua localização no objeto em estudo, atuando assim como uma sonda sensível à estrutura onde se situa.

MAGNETISMO MACROSCÓPICO E MICROSCÓPICO:

O efeito da ressonância magnética nuclear fundamenta-se basicamente na absorção ressonante de energia eletromagnética na faixa de freqüências das ondas de rádio. Mais especificamente nas faixas de VHF.

Mas a condição primeira para absorção de energia por esse efeito é de que os núcleos em questão tenham momento angular diferente de zero.
Núcleos com momento angular igual a zero não tem momento magnético, o que é condição indispensável a apresentarem absorção de energia eletromagnéticas. Razão, aliás, pertinente a toda espectroscopia. A energia eletromagnéticas só pode ser absorvida se um ou mais momentos de multipolo do sistema passível de absorvê-la são não nulos, além do momento de ordem zero para eletricidade (equivalente à carga total). Para a maior parte das espectroscopias, a contribuição mais importante é aquela do momento de dipolo. Se esta contribuição variar com o tempo, devido a algum movimento ou fenômeno periódico do sistema (vibração, rotação, etc), a absorção de energia da onda eletromagnéticas de mesma freqüência (ou com freqüências múltiplas inteiras) pode acontecer. Um campo magnético macroscópico é denotado pela grandeza vetorial conhecida como indução magnética B (ver Equações de Maxwell). Esta é a grandeza observável nas escalas usuais de experiências, e no sistema SI é medida em Tesla, que é equivalente a Weber/m3.

Em nível microscópico, temos outra grandeza relacionada, o campo magnético H, que é o campo que se observa a nível microscópico. No sistema SI é medido em Ampere/m. Rigorosamente, núcleos não apresentam spin, mas sim momento angular (exceção feita somente ao núcleo do isótopo 1 do hidrogênio, que é constituído por um único próton). Embora o spin possa ser considerado um momento angular, por terem ambos as mesmas unidades e serem tratados por um formalismo matemático e físico semelhante, nem sempre o oposto ocorre. O spin é intrínseco, ao passo que objetos compostos tem momento angular extrínseco. Contudo, motivos históricos e continuado costume levaram a esse abuso de linguagem, tolerado e talvez tolerável em textos não rigorosos. Um motivo a mais de complicação é o fato de que a moderna física de partículas considerar que certas partículas, antes pensadas como elementares (e, portanto possuindo spin), sejam compostas (próton e nêutron compostos de quarks). Assim, fica um tanto impreciso o limite entre os casos onde se deva usar o termo spin e os casos onde se deva usar o termo momento angular.

Aparelho de Radioterapia I

Aparelho de Radioterapia I

O QUE É RADIOTERAPIA ?

Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:
Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares; e

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

RADIOTERAPIA EXTERNA:

É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1 cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

EQUIPAMENTOS DE QUILOVOLTAGEM:

São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

EQUIPAMENTOS DE MEGAVOLTAGEM:

Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25 cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

BRAQUITERAPIA:

A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os órgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

IMPORTANTE - COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS

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Adendo I

Adendo II

Adendo III

PROGRAMA BÁSICO DE RADIOLOGIA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

PROGRAMA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA

· PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FÍSICA DAS RADIAÇÕES.


· ELEMENTOS DE RADIOGRAFIA.

· FORMAÇÃO DA IMAGEM.

· RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.

· ACESSÓRIOS DE UM APARELHO DE RAIOS X.

· COMPOSIÇÃO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS

· CÂMARA CLARA E CÂMARA ESCURA.

· MANIPULAÇÃO DE QUÍMICOS: REVELADOR E FIXADOR, ÉCRANS, INTENSIFICADORES, CHASSIS, PROCEDIMENTOS DE FILMES RADIOGRÁFICOS.

· PROTEÇÃO RADIOLÓGICA.

· ANATOMIA HUMANA.

· TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS.

· INCIDÊNCIA BÁSICA E ACESSÓRIA.

· CRÂNIO E FACE, MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES, COLUNA VERTEBRAL, PELVE, TÓRAX, ABDOME E CUIDADOS NOS PROCEDIMENTOS RADIOGRÁFICOS.

· PROTOCOLO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.

· PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE EXAME EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

. NOÇÕES DE MAMOGRAFIA.

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