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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

329) ENTREVISTA COM O FÍSICO RICARDO ANDREUCCI


RADIOLOGIA INDUSTRIAL:
ENTREVISTA COM RICARDO ANDREUCCI


O uso das radiações ionizantes nas indústrias constitui-se num fator fundamental para o desenvolvimento do controle de qualidade em diversos processos industriais.



Figura 1 – Preparação do conjunto filme e fonte para ensaio radiográfico de uma secção do Rotor Peltron (usado em usinas hidrelétricas) por José Geraldo Macieira, técnico nível 2 em radiografia industrial

Este método chama-se radiografia industrial com raios-gama, conhecido por gamagrafia, e é amplamente empregado nas siderúrgicas, na indústria do petróleo, nas indústrias aeronáuticas e companhias aéreas.



Figura 2 – Monitoração do irradiador industrial de Irídio-192 pelo RIA Renato Malta Junior da empresa VOITH PAPER Máquinas e Equipamentos Ltda.

Dentre as técnicas utilizadas, destaca-se o método de inspeção da integridade estrutural dos componentes, dispositivos e equipamentos através de ensaios não destrutivos utilizando fontes radioativas.

Na gamagrafia utilizam-se fontes radioativas, emissoras de radiação gama, conjuntamente com detectores com a propriedade de coletar imagens radiográficas de peças e tubulações a serem ensaiadas, com o objetivo de identificar a presença de falhas em soldas, estado de corrosão, bolhas, contrações internas, erosão entre outros.

As imagens são coletadas num filme radiográfico, que tem características semelhantes aos utilizados em radiologia médica. As fontes usuais na gamagrafia são: isótopos de Cobalto-60 e Irídio-192, com atividades até 3,7 TBq (100 Ci).

Segundo os dados da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN existem atualmente cerca de 900 empresas no país que utilizam fontes radioativas em seus procedimentos industriais.

No Brasil, a técnica de radiografia industrial digital ainda é pouco conhecida e utilizada em função da falta de descrição de procedimentos experimentais bem como do estabelecimento de requisitos para o controle de qualidade, e para falar melhor sobre este assunto convidamos o Físico e Professor Ricardo Andreucci para uma entrevista na revista do CRTR.


CRTR – Qual a diferença entre Radiologia, Radiografia e Gamagrafia Industrial?
Ricardo Andreucci – O termo radiologia é uma denominação geral para o uso das radiações ionizantes em processos industriais, a radiografia e a gamagrafia são exemplos desses processos. A radiografia é um processo industrial onde se faz uso de um aparelho gerador de radiação (Raios-X), ao contrário da gamagrafia que se faz uso das radiações gama emitidas por uma fonte radioativa, ou seja, um radioisótopo, principalmente o Irídio-192 e Cobalto-60


CRTR – O que é utilização de fontes como medidores nucleares? Onde é utilizada esta técnica? Quem opera estes equipamentos?
Ricardo Andreucci – Os medidores nucleares são equipamentos que incorporam uma fonte radioativa com meia vida longa, como Césio-137, Cobalto- 60, Promécio-147 e outras, com baixas atividades.
Podem ser fixos e portáteis, destinados ao controle de processos industriais. Os medidores fixos podem ser utilizados como medidores de nível interno de tanques nas indústrias químicas, siderúrgicas ou para controle de espessura de papel ou chapas metálicas finas. Os medidores portáteis se destinam ao controle de densidade da matéria prima para produção de papel e outras aplicações. Os equipamentos medidores nucleares fixos em geral são operados automaticamente sem a necessidade de pessoal especializado, já os medidores portáteis são operados manualmente por pessoal capacitado pela própria empresa e com treinamento em radioproteção.



Figura 3 – Posicionamento do filme radiográfico no componente mecânico Rotor Peltron


CRTR – O que é perfilagem de poços de petróleo? Onde é utilizada esta técnica? Quem opera estes equipamentos?
Ricardo Andreucci – A perfilagem de poços de petróleo consiste no estudo do perfil geofísico, geológico e de formação rochosa das paredes do poço de prospecção de petróleo. A perfilagem permite obter informações importantes podendo revelar a existência de óleo e gás suficientes para justificar a completação do poço. Dentre as técnicas, onde podemos destacar o perfil de raios gama que consiste em detectar e medir a radioatividade natural emitida pelas rochas. Esta radioatividade é emitida pelas argilas existentes no meio poroso. Fontes radioativas de nêutrons também podem ser usadas com o mesmo objetivo. Tais técnicas são aplicadas por empresas terceirizadas com pessoal próprio treinado. A figura do Supervisor de Proteção Radiológica (SPR) qualificado é um profissional importante nesses processos.


CRTR – O que é radiografia industrial como técnica de ensaio não destrutivo?
Ricardo Andreucci – A radiografia industrial é um método de ensaio não destrutivo que serve para verificar falhas internas em componentes metálicos que possam comprometer seu desempenho mecânico quando submetidos a pressão ou esforço. Tais componentes podem ser juntas soldadas ou produtos fundidos.


CRTR – O que é irradiação de alimentos? Onde é utilizada esta técnica? Quem opera estes equipamentos?
Ricardo Andreucci – A irradiação de alimentos é um tratamento que usa a radiação gama proveniente de uma fonte radioativa de Cobalto-60 aplicado a certos alimentos com objetivo de reduzir a contagem microbiana, aumento do tempo de prateleira e até esterilização. Este método é usado em especiarias, algumas frutas e outros. Atualmente no Brasil somente duas empresas operam esses equipamentos através de seu pessoal próprio treinado e capacitado.


CRTR – O que são traçadores radioativos? Onde é utilizada esta técnica? Quem opera estes equipamentos?
Ricardo Andreucci – Não tenho notícias de uso industrial de traçadores radioativos por empresas privadas.


CRTR – O que são irradiadores de grande porte? Onde são utilizados? Quem opera?
Ricardo Andreucci – Os irradiadores de grande porte são assim denominados por operarem fontes radioativas, em geral Cobalto-60, com grandes atividades da ordem de milhões de Curies. São utilizados no tratamento de alimentos por irradiação e esterilização de produtos cirúrgicos entre outros. Os irradiadores de grande porte são automatizados operados por pessoal treinado pela própria empresa responsável.


CRTR – A lei 7394/95 que regulamenta a profissão do técnico em radiologia define como área de atuação a radiologia industrial, porém as normas CNEN para qualificação de operador e RIA não exigem esta formação técnica em nível médio. As atuais exigências destes profissionais garantem uma prestação de serviço adequada e segura?
Ricardo Andreucci – Sim. A qualificação e certificação dos Operadores e RIA’s – Responsáveis por Instalação Aberta é administrada pela CNEN através da sua norma NN-6.04 “Funcionamento dos Serviços de Radiografia Industrial”. Este processo é direcionado para a proteção radiológica que é a principal preocupação da CNEN, e exige formação de ensino médio para RIA e no mínimo ensino fundamental para operadores, além do treinamento de 80 horas em radioproteção para os dois níveis. Tal requisito consiste num diferencial em relação à área médica onde o técnico egresso do curso de Técnico de Radiologia não necessita de qualquer certificação adicional em radioproteção para atuação profissional.


Figura 4 – Acionamento do cabo de comando do irradiador industrial de Irídio-192 sendo operado pelo auxiliar Wanderlei Abreu Paulino


CRTR – Atualmente existe a formação superior em Tecnologia em Radiologia que de acordo com as normas da CNEN o profissional com esta formação pode exercer a função de Supervisor de Proteção Radiológica (SPR). Quais as atribuições do SPR?
Ricardo Andreucci – A formação do profissional em Tecnologia ou nível superior é uma condição necessária, mas não suficiente para a função de SPR, pois adicionalmente é requerida a sua certificação de acordo com a norma CNEN NN 3.03. As atribuições do SPR são definidas pela norma CNEN NN 6.04 item 5.1.1 no caso de Radiografia Industrial, para outras práticas, tais como medidores nucleares, aceleradores, suas atribuições estão formalmente estabelecidas na norma CNEM NN-3.01.


CRTR – Quais as matérias essenciais para uma boa formação do tecnólogo em Radiologia Industrial?
Ricardo Andreucci – Como disciplinas essenciais, além daquelas que já fazem parte da grade curricular do Tecnólogo, podemos citar como sugestão: tecnologia de fabricação, normas e códigos, radiografia industrial, organização industrial, desenho técnico, sistema da qualidade.


CRTR – Dentro da radiologia de salvaguardas estão incluídos os aparelhos de inspeção de bagagem em portos, aeroportos e presídios. De acordo com a norma 3.01/001 CNEN a maioria desses aparelhos estão isentos de controle?
Ricardo Andreucci – Os aparelhos destinados a inspeção de bagagem, presídios, caminhões e “containers” se difereciam muito entre si, em relação ao tipo do aparelho e intensidade de radiação emitida. A exclusão, isenção e dispensa de requisitos de radioproteção se aplica a casos em que a CNEN como Autoridade Regulatória, vier a considerar excluídos do seu controle e assim cabe a ela esta decisão.


CRTR – Estes aparelhos não trazem nenhum tipo de problema à população? É necessário ou não uma formação específica para operação destes equipamentos?
Ricardo Andreucci – Não, pelo contrário. Esses equipamentos trazem solução e ajudam a população à medida que o maior controle é exercido sobre a criminalidade, tráfico de drogas. Uma formação mínima e treinamento específico são requisitos desejáveis para operação dos equipamentos.


CRTR – Os aparelhos necessitam de inspeção ou manutenção periódica? Se sim, qual o profissional responsável por esta função e qual sua formação?
Ricardo Andreucci – Em geral, os equipamentos para gamagrafia industrial necessitam de cuidados permanentes, principalmente nas partes das conexões mecânicas que se desgastam com o uso. Tais manutenções são realizadas em geral pelo SPR ou empresa por ele indicado.
Outros equipamentos, tais como aparelhos geradores de radiação (Raios-X) e medidores nucleares, as manutenções são realizadas por pessoal especializado da assistência técnica representante dos aparelhos.


CRTR – Quais são os riscos e acidentes mais comuns?
Ricardo Andreucci – Os aparelhos para gamagrafia apresentam risco maior na operação comparativamente aos outros, devido à condição crítica dos locais onde são usados e transportados. Dentre as situações de emergência mais comuns podemos citar: mau funcionamento do cabo de comando, desconexão da fonte radioativa no interior do tubo guia e outros, quase sempre relacionados com a falta de manutenção ou negligência do técnico.


CRTR – Qual sua opinião em relação ao mercado de trabalho nesta área?
Ricardo Andreucci – O mercado de trabalho na área da radiologia industrial é menor que na área médica, em razão que somente alguns processos industriais especiais fazem uso das radiações ionizantes. No entanto, investimentos no setor petróleo e petroquímico tem sido uma constante e irreversível nos últimos anos, garantindo as encomendas às fabricas e conseqüentemente manutenção do mercado de trabalho existente. A área de radiografia industrial é a que emprega maior contingente de pessoal na área da radiologia industrial, mas é também onde é requerido maior qualificação. Para tanto, a ABENDE através do SNQC- Sistema Nacional de Qualificação e Certificação, vem qualificando e certificando profissionais nesta área com reconhecimento nacional, sendo obrigatório este certificado em empresas fornecedoras de componentes para indústria de petróleo.



Figura 5 – Atividade de verificação da qualidade radiográfica após revelação do filme operada pelo Tecnólogo e Supervisor de Radioproteção Carlos Alberto Silva Mayer



Figura 6 – Instalação radiográfica para uso de fontes de Cobalto-60 Vista Frontal


CRTR – Para finalizar, o sr. gostaria de deixar alguma mensagem para os técnicos em radiologia que tem o interesse em trabalhar nessa área de radiologia industrial.
Ricardo Andreucci – Para aqueles que desejam conhecer alguns aspectos sobre radiologia industrial e proteção radiológica na indústria, recomendo a leitura de meu material didático que disponibilizo gratuitamente na internet para download, através do site www.abende.org.br opção biblioteca ou Ricardo.  andreucci@hotmail.com.



Figura 7 – Atividade de laudo radiográfico


Ricardo Andreucci
Graduado em Física pela Universidade Mackenzie em 1974, trabalhou como Técnico em Proteção Radiológica no antigo IEA-Instituto de Energia Atômica em São Paulo, hoje muito conhecido como Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)
Em 1987, iniciou na FATEC-Faculdade de Tecnologia de São Paulo como professor das disciplinas relacionadas com qualidade, no qual permanece até o momento.
Atualmente é colaborador na parte de treinamento de técnicos da Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos (ABENDE) dividindo o tempo com trabalhos de assessoria pela sua própria empresa ANDREUCCI Assessoria e Serviços Técnicos.


Matéria publicada pela revista CRTR-SP
Conselho Regional de Técnicos em Radiologia – 5ª REGIÃO – SP
CRTR-SP – 40ª edição – Dez. 08
Fonte: http://www.crtrsp.org.br/Arquivos_Texto/revistas2.pdf

Aparelho para Radiografia I

Aparelho para Radiografia I

O QUE É RADIOGRAFIA ?

Os exames radiográficos utilizam raios-X; neste, o feixe de raios-X, transmitido através do paciente, impressiona o filme radiográfico, o qual, uma vez revelado, proporciona uma imagem que permite distinguir estruturas e tecidos com propriedades diferenciadas. Durante o exame radiográfico os raios-X interagem com os tecidos através do efeito fotoelétrico e Compton. Em relação à probabilidade de ocorrência destes efeitos, obtêm-se imagens radiográficas que, mostram tonalidades de cor cinza bem diferenciadas; conforme a densidade, tudo o que está dentro do corpo surge em uma cor diferente numa radiografia. Nos ossos, a radiografia acusa fraturas, tumores, distúrbios de crescimento e postura. Nos pulmões, pode flagrar da pneumonia ao câncer. Em casos de ferimento com armas de fogo, ela é capaz de localizar onde foi parar o projétil dentro do corpo. Para os dentistas, é um recurso fundamental para apontar as cáries. Na densitometria óssea, os raios-X detectam a falta de mineral nos ossos e podem acusar a osteoporose, comum em mulheres após a menopausa. Na radiografia contrastada, é possível diferenciar tecidos com características bem similares, tais como os músculos e os vasos sangüíneos, através do uso de substâncias de elevado número atômico (Iodo ou o Bário). Ainda, os raios-X possibilitaram o surgimento de exames como a tomografia axial computadorizada (TAC) que, com ajuda do computador, é capaz de fornecer imagens em vários planos, de forma rápida e precisa, utilizando quantidades mínimas de radiação.


Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

Aparelho para Ecografia ou Ultra-Sonografia II

O QUE É ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA ?

A ultrassonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal piezo elétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultrassonografia permite também, através do efeito Doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.
A ultrassonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e oblíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos últimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

CARACTERÍSTICAS:
Esta modalidade de diagnóstico por imagem apresenta características próprias:
-É um método não invasivo ou minimamente invasivo.

-Apresenta a anatomia em imagens seccionais ou tridimensionais, que podem se adquiridas em qualquer orientação espacial.

-Não possui efeitos nocivos significativos dentro das especificações de uso diagnostico na medicina.

-Não utiliza radiação ionizante.

-Possibilita o estudo não invasivo da hemodinâmica corporal através do efeito Doppler.
-Permite a aquisição de imagens dinâmicas, em tempo real, possibilitando estudos do movimento das estruturas corporais. O método ultra-sonográfico baseia-se no fenômeno de interação de som e tecidos, ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em 3D, as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

A ultrassonografia pode contribuir como auxílio no diagnóstico médico e veterinário, sendo sua aplicação mais ampla atualmente em seres humanos. Pode acompanhar durante a gravidez o bebê desde seus primórdios ao nascimento, avaliando aspectos morfofuncionais. Permite ainda a orientação de processos invasivos mesmo antes do nascimento. Interage e auxilia a todas as demais especialidades médicas e cada vez mais firma-se como um dos pilares do diagnóstico médico na atualidade.

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

Aparelho para Tomografia Computadorizada I

O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ?

A tomografia computadorizada ou computorizada (TC), originalmente apelidada tomografia axial computadorizada / computorizada (TAC), é um exame complementar de diagnóstico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou "fatia" do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.

PRINCÍPIOS FÍSICOS:

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio presente nos ossos), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).
Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).

PROCEDIMENTO:

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um anel de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de Raios-X, num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado. Nas máquinas sequenciais ou de terceira geração, durante o exame, o “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X, que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.Os equipamentos designados “helicoidais”, ou de quarta geração, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando, portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas. A hélice é possível porque a mesa de pacientes, ao invés de ficar parada durante a aquisição, durante o corte, tal como ocorre na tomografia convencional, avança continuamente durante a realização dos cortes. Na tomografia convencional a mesa anda e pára a cada novo corte. Na helicoidal a mesa avança enquanto os cortes são realizados.Atualmente também é possível encontrar equipamentos denominados DUOSLICE, e MULTISLICE, ou seja, multicorte, que, após um disparo da ampola de raios x, fornecem múltiplas imagens. Podem possuir 2, 8, 16, 64 e até 128 canais, representando maior agilidade na execução do exame diagnostico. Há um modelo, inclusive, que conta com dois tubos de raios-x e dois detectores de 64 canais cada, o que se traduz em maior agilidade para aquisição de imagens cardíacas, de modo que não é necessário o uso de beta-bloqueadores. Permite também aquisições diferenciais, com tensões diferentes em cada um dos emissores, de modo a se obter, por subtração, realce de estruturas anatômicas.Com essa nova tecnologia é possível prover reconstruções 3D, MPR (MultiPlanarReconstrucion) ou até mesmo mensurar perfusões sanguíneas.

CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS:

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas.
O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas. E apos processos de reconstrução matemática, obtemos o Voxel (unidade 3D) capaz de designar profundidade na imagem radiológica. O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0, 023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm). Não devemos esquecer que FOV grande representa perda de foco, e consequentemente radiação x secundaria.
Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais RX o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos. A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

zero unidades Hounsfield (0 HU) é a água,

ar -1000 (HU),

osso de 300 a 350 HU;

gordura de –120 a -80 HU;

músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma, ou seja, qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela. O uso de diferentes janelas em tomografia permite, por exemplo, o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio, ou seja, é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tridimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).

VANTAGENS E DESVANTAGENS:

VANTAGENS:
A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida. Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%. Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS:
Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível, sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios. Apesar da radiação ionizante X, o exame tornasse com o passar dos anos o principal metodo de diagnostico por imagem, para avaliação de estruturas anatômicas com densidade significativa. O custo do exame não é tão caro como outrora, se comparado ao raios x convencional. Oferecendo ao profissional medico um diagnostico rápido e cada vez mais confiável.

Aparelho para Densitometria Óssea I

Aparelho para Densitometria Óssea I

O QUE É DENSITOMETRIA ÓSSEA ?

A Densitometria Óssea estabeleceu-se como o método mais moderno, aprimorado e inócuo para se medir a densidade mineral óssea e comparado com padrões para idade e sexo.

Essa é condição indispensável para o diagnóstico e tratamento da osteoporose e de outras possíveis doenças que possam atingir os ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem aliar precisão e rapidez na execução dos exames, a exposição a radiação é baixa, tanto para o paciente como para o próprio técnico. O técnico do sexo feminino pode trabalhar mesmo estando grávida.

As partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. As partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

Sabe-se que hoje a densitometria óssea é o único método para um diagnóstico seguro da avaliação da massa óssea e conseqüente predição do índice de fratura óssea.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo.

É recomendado que se repita anualmente a densitometria óssea para que o médico controle o acompanhamento evolutivo da osteoporose.

O objetivo de se fazer uma densitometria óssea é avaliar o grau da osteoporose, indicar a probabilidade de fraturas e auxiliar no tratamento médico. O paciente não necessita de preparo especial e nem de jejum. O exame leva aproximadamente 15 minutos. A osteoporose pode ser controlada, desde que o médico possa precisar o real estado de saúde do paciente.

Aparelho para Mamografia I

Aparelho para Mamografia I

O QUE É MAMOGRAFIA ?

A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário.

É o exame das mamas realizado com baixa dose de raios X em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. Pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas. O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido. Um exame anual de mamografia é recomendado para todas as mulheres acima de 40 anos. Resultados registrados pela American Câncer Society, em uma recente avaliação em oito clínicas escolhidas aleatoriamente, demonstraram que houve 18% menos mortes em decorrência de câncer mamário entre mulheres com 40 anos ou mais que haviam feito mamografia periodicamente. Os benefícios da mamografia quanto a uma descoberta precoce e a possibilidade do tratamento do câncer mamário são muito significativos, compensando o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem durante o exame.

Aparelho de Ressonância Magnética I

Aparelho de Ressonância Magnética I

O QUE É RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ?

Ressonância magnética é uma técnica que permite determinar propriedades de uma substância através do correlacionamento da energia absorvida contra a frequência, na faixa de megahertz (MHz) do espectro eletromagnético, caracterizando-se como sendo uma espectroscopia. Usa as transições entre níveis de energia rotacionais dos núcleos componentes das espécies (átomos ou íons) contidas na amostra. Isso se dá necessariamente sob a influência de um campo magnético e sob a concomitante irradiação de ondas de rádio na faixa de frequências acima citada.
Em espectroscopia, o processo de ressonância magnética é similar aos demais. Pois também ocorre a absorção ressonante de energia eletromagnética, ocasionada pela transição entre níveis de energia rotacionais dos núcleos atômicos, níveis estes desdobrados em função do campo magnético através do efeito Zeeman anômalo.
Como o campo magnético efetivo sentido pelo núcleo é levemente afetado (perturbação essa geralmente medida em escala de partes por milhão) pelos débeis campos eletromagnéticos gerados pelos elétrons envolvidos nas ligações químicas (o chamado ambiente químico nas vizinhanças do núcleo em questão), cada núcleo responde diferentemente de acordo com sua localização no objeto em estudo, atuando assim como uma sonda sensível à estrutura onde se situa.

MAGNETISMO MACROSCÓPICO E MICROSCÓPICO:

O efeito da ressonância magnética nuclear fundamenta-se basicamente na absorção ressonante de energia eletromagnética na faixa de freqüências das ondas de rádio. Mais especificamente nas faixas de VHF.

Mas a condição primeira para absorção de energia por esse efeito é de que os núcleos em questão tenham momento angular diferente de zero.
Núcleos com momento angular igual a zero não tem momento magnético, o que é condição indispensável a apresentarem absorção de energia eletromagnéticas. Razão, aliás, pertinente a toda espectroscopia. A energia eletromagnéticas só pode ser absorvida se um ou mais momentos de multipolo do sistema passível de absorvê-la são não nulos, além do momento de ordem zero para eletricidade (equivalente à carga total). Para a maior parte das espectroscopias, a contribuição mais importante é aquela do momento de dipolo. Se esta contribuição variar com o tempo, devido a algum movimento ou fenômeno periódico do sistema (vibração, rotação, etc), a absorção de energia da onda eletromagnéticas de mesma freqüência (ou com freqüências múltiplas inteiras) pode acontecer. Um campo magnético macroscópico é denotado pela grandeza vetorial conhecida como indução magnética B (ver Equações de Maxwell). Esta é a grandeza observável nas escalas usuais de experiências, e no sistema SI é medida em Tesla, que é equivalente a Weber/m3.

Em nível microscópico, temos outra grandeza relacionada, o campo magnético H, que é o campo que se observa a nível microscópico. No sistema SI é medido em Ampere/m. Rigorosamente, núcleos não apresentam spin, mas sim momento angular (exceção feita somente ao núcleo do isótopo 1 do hidrogênio, que é constituído por um único próton). Embora o spin possa ser considerado um momento angular, por terem ambos as mesmas unidades e serem tratados por um formalismo matemático e físico semelhante, nem sempre o oposto ocorre. O spin é intrínseco, ao passo que objetos compostos tem momento angular extrínseco. Contudo, motivos históricos e continuado costume levaram a esse abuso de linguagem, tolerado e talvez tolerável em textos não rigorosos. Um motivo a mais de complicação é o fato de que a moderna física de partículas considerar que certas partículas, antes pensadas como elementares (e, portanto possuindo spin), sejam compostas (próton e nêutron compostos de quarks). Assim, fica um tanto impreciso o limite entre os casos onde se deva usar o termo spin e os casos onde se deva usar o termo momento angular.

Aparelho de Radioterapia I

Aparelho de Radioterapia I

O QUE É RADIOTERAPIA ?

Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:
Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares; e

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

RADIOTERAPIA EXTERNA:

É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1 cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

EQUIPAMENTOS DE QUILOVOLTAGEM:

São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

EQUIPAMENTOS DE MEGAVOLTAGEM:

Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25 cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

BRAQUITERAPIA:

A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os órgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

IMPORTANTE - COMO ESTUDAR PARA CONCURSOS PÚBLICOS

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Adendo I

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Adendo III

PROGRAMA BÁSICO DE RADIOLOGIA PARA CONCURSOS PÚBLICOS

PROGRAMA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA

· PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FÍSICA DAS RADIAÇÕES.


· ELEMENTOS DE RADIOGRAFIA.

· FORMAÇÃO DA IMAGEM.

· RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.

· ACESSÓRIOS DE UM APARELHO DE RAIOS X.

· COMPOSIÇÃO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS

· CÂMARA CLARA E CÂMARA ESCURA.

· MANIPULAÇÃO DE QUÍMICOS: REVELADOR E FIXADOR, ÉCRANS, INTENSIFICADORES, CHASSIS, PROCEDIMENTOS DE FILMES RADIOGRÁFICOS.

· PROTEÇÃO RADIOLÓGICA.

· ANATOMIA HUMANA.

· TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS.

· INCIDÊNCIA BÁSICA E ACESSÓRIA.

· CRÂNIO E FACE, MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES, COLUNA VERTEBRAL, PELVE, TÓRAX, ABDOME E CUIDADOS NOS PROCEDIMENTOS RADIOGRÁFICOS.

· PROTOCOLO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.

· PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE EXAME EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

. NOÇÕES DE MAMOGRAFIA.

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